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Boa Vista - RR, 11 de maio de 2026 as 14:57

Morre aos 85 anos o cantor Lindomar Castilho

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Conhecido como Rei do Bolero, artista marcou a música brega brasileira, mas teve a carreira atravessada por um crime que chocou o país

A música popular brasileira perdeu neste sábado (20) um de seus nomes mais conhecidos do gênero brega. Morreu, aos 85 anos, o cantor Lindomar Castilho, informação confirmada por sua filha, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família. O artista estava afastado da vida pública há anos e vivia de forma reservada.

Lindomar ganhou projeção nacional principalmente na década de 1970, período em que se consolidou como um dos maiores vendedores de discos do país. Dono de uma voz marcante e carregada de dramaticidade, tornou-se referência nos boleros e sambas-canção, recebendo do público o apelido de “Rei do Bolero”. Entre seus maiores sucessos está a canção “Você É Doida Demais”, que atravessou gerações e voltou a ganhar notoriedade ao ser escolhida como tema de abertura da série Os Normais, exibida pela TV Globo entre 2001 e 2003.

Apesar do reconhecimento artístico, a trajetória de Lindomar Castilho ficou definitivamente marcada por um episódio trágico. Em 1981, ele foi condenado pelo assassinato de sua segunda esposa, a cantora Eliane de Grammont, morta a tiros durante uma apresentação em São Paulo. O caso teve grande repercussão nacional e provocou intenso debate público sobre violência contra a mulher, especialmente no meio artístico.

O cantor foi julgado e condenado a 12 anos de prisão. Cumpriu parte da pena em regime fechado e deixou a prisão na década de 1990. Após ganhar liberdade, ainda tentou retomar a carreira musical, chegando a lançar um álbum ao vivo no ano 2000. No entanto, o retorno não se consolidou, e Lindomar acabou se afastando progressivamente dos palcos e da mídia.

No pronunciamento que confirmou a morte, Lili De Grammont adotou um tom reflexivo e crítico. Ela afirmou que o crime cometido pelo pai destruiu a família e que, simbolicamente, ele “morreu em vida” no dia em que assassinou sua mãe. Ainda assim, destacou sentimentos de encerramento e consciência tranquila quanto à relação que manteve com o pai ao longo dos anos.

A morte de Lindomar Castilho reacende debates sobre legado artístico, responsabilidade pessoal e memória pública — temas que seguem relevantes na cobertura jornalística sobre música brega e cultura popular brasileira, palavra-chave essencial desta página.

Fonte: Jovem Pan