Setor alcançou o melhor resultado em 14 anos, segundo levantamento da Fecomercio-SP; micro e pequenas empresas representam mais de 97% dos negócios turísticos do país.
O turismo brasileiro registrou faturamento de R$ 25,5 bilhões em julho de 2026, alcançando o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2012. Os dados são de levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), divulgado pela Agência Sebrae de Notícias.
Entre janeiro e julho, o setor acumulou R$ 168,8 bilhões em receitas. Para 2026, a expectativa apresentada na publicação é de que a movimentação financeira do turismo alcance R$ 300 bilhões.
O desempenho reforça a importância da atividade para a economia nacional, especialmente para os pequenos empreendedores. Segundo o Sebrae, micro e pequenas empresas representam mais de 97% dos negócios formalizados do setor.
Transporte aéreo lidera faturamento do turismo
Entre os segmentos analisados, o transporte aéreo de passageiros apresentou o maior faturamento em julho, com R$ 8,1 bilhões.
Na sequência aparecem os meios de hospedagem, com R$ 5,6 bilhões; os serviços de alimentação, com R$ 3,9 bilhões; e a locação de meios de transporte, que movimentou R$ 2,9 bilhões.
O levantamento também apontou crescimento de 4% na demanda por voos domésticos e aumento de 2,4% no número de passageiros, conforme os dados divulgados na publicação.
Os resultados mostram a participação de diferentes atividades na movimentação econômica do turismo, que envolve desde companhias aéreas e hotéis até restaurantes, locadoras e pequenos prestadores de serviços.
São Paulo lidera faturamento e Bahia registra maior alta
Na divisão por estados, São Paulo manteve a liderança em faturamento, com aproximadamente R$ 7 bilhões, segundo os números apresentados no levantamento.
A Bahia, por sua vez, registrou a maior variação positiva entre os estados citados na publicação, com crescimento de 18,7%.
O desempenho regional é relevante para o setor porque a atividade turística movimenta diferentes segmentos da economia, incluindo hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços de lazer.
Pequenos negócios têm participação expressiva no turismo
A presença de micro e pequenas empresas é um dos destaques do setor. Esses empreendimentos participam de diferentes etapas da experiência turística, como hospedagem, alimentação, passeios, transporte, produção artesanal e organização de experiências culturais.
Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o turismo tem potencial para ampliar a geração de emprego e renda, especialmente quando há integração entre empreendedores e políticas públicas de incentivo.
“As micro e pequenas empresas representam 97% do turismo no Brasil. Por isso, o Sebrae está nessa agenda, que já demonstra um potencial extraordinário para gerar emprego e renda”, afirmou.
O dirigente também destacou a diversidade natural brasileira como uma vantagem para o desenvolvimento da atividade turística. Segundo ele, a variedade de paisagens e biomas contribui para ampliar as possibilidades de experiências oferecidas aos visitantes.
Capacitação e ferramentas apoiam empreendedores
Para apoiar empresas e profissionais do setor, o Sebrae disponibiliza iniciativas voltadas à gestão, à inovação e ao desenvolvimento de produtos turísticos.
Entre elas está a plataforma DesBRava, que reúne conteúdos e recursos para empreendedores. Outra iniciativa é o Polo de Turismo de Experiência, com materiais como estudos, vídeos, e-books e ferramentas voltadas ao desenvolvimento de experiências turísticas.
Os recursos buscam auxiliar os negócios a compreender o mercado, aperfeiçoar serviços e identificar oportunidades de crescimento.
O Sebrae também disponibiliza informações e orientações por meio de seu portal oficial e do atendimento telefônico 0800 570 0800.
Turismo reúne oportunidades para diferentes regiões do Brasil
Com receitas expressivas e participação significativa de pequenos negócios, o turismo representa uma oportunidade para ampliar a atividade econômica em diferentes regiões brasileiras.
Destinos que investem em infraestrutura, qualificação profissional, divulgação e organização dos serviços podem fortalecer a experiência dos visitantes e ampliar as oportunidades para os empreendedores locais.
Em estados com potencial para o turismo de natureza, cultural e de aventura, a articulação entre poder público, empresas e comunidades pode contribuir para desenvolver produtos turísticos e distribuir os benefícios econômicos da atividade.
A expectativa de faturamento de R$ 300 bilhões para 2026, citada na publicação do Sebrae, indica a dimensão econômica projetada para o setor. O resultado efetivo, contudo, dependerá do desempenho da atividade ao longo dos meses seguintes.
SEBRAE/Nacional