Fotógrafo e ambientalista Mario Barila visita comunidades e iniciativas de recuperação ambiental, com destaque para os cavalos-lavradeiros e a Rede de Sementes da Serra da Lua.
O fotógrafo e ambientalista Mario Barila esteve em Roraima para uma nova etapa do Projeto Água Vida, iniciativa que utiliza a fotografia como ferramenta de conscientização ambiental. Durante a expedição, ele percorreu diferentes regiões do estado para registrar a fauna local, conhecer comunidades indígenas e documentar ações voltadas à recuperação de áreas degradadas.
A viagem incluiu registros dos cavalos-lavradeiros, animais que vivem em condições selvagens nas áreas rurais de Roraima, além de atividades relacionadas à preservação ambiental e aos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.

Cavalos-lavradeiros são destaque da expedição
Um dos objetivos da passagem de Mario Barila pelo estado foi fotografar os cavalos-lavradeiros, conhecidos por viverem livremente em áreas do lavrado roraimense.
Esses animais são considerados cavalos ferais, ou seja, descendentes de equinos domesticados que passaram a viver em ambiente selvagem. O registro fotográfico busca ampliar a visibilidade dessa população e chamar a atenção para a importância de conhecer e preservar a biodiversidade regional.
A presença desses animais integra as particularidades ambientais de Roraima e representa um dos temas da expedição do Projeto Água Vida.
Expedição inclui a Terra Indígena Raposa Serra do Sol
Depois de passar por Boa Vista, o fotógrafo seguiu para a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, localizada no nordeste de Roraima. A proposta é registrar o cotidiano dos povos indígenas que vivem no território e ampliar o acervo fotográfico do projeto.
A região abriga povos como macuxis, ingaricós, patamonas, taurepangues e uapixanas, além de reunir paisagens características do estado, com áreas de lavrado e regiões montanhosas.
O trabalho de campo ocorre com o acompanhamento de um guia com acesso às comunidades indígenas, buscando viabilizar os registros e o contato com as realidades locais.
A iniciativa também destaca a importância de valorizar os conhecimentos tradicionais e a relação das comunidades com o território e o meio ambiente.
Projeto apoia recuperação de áreas degradadas
Outro destaque da passagem por Roraima é o apoio do Projeto Água Vida à Rede de Sementes da Serra da Lua. A iniciativa reúne coletores de sementes de diferentes etnias indígenas que trabalham com a coleta de espécies destinadas ao plantio e à recuperação de áreas degradadas.
A coleta de sementes nativas contribui para ações de restauração ambiental, favorecendo a recomposição da vegetação e a conservação da biodiversidade.
Ao registrar essas atividades, o projeto busca dar visibilidade às iniciativas comunitárias e mostrar como a participação dos povos indígenas pode contribuir para a proteção dos recursos naturais.
Fotografia como ferramenta de conscientização ambiental
Criado em 2014 por Mario Barila, o Projeto Água Vida desenvolve ações voltadas à preservação ambiental, à educação ecológica e à valorização da cidadania. A água e sua importância para a vida no planeta estão entre os temas centrais da iniciativa.
A partir de experiências realizadas no Brasil e no exterior, Barila utiliza a fotografia para documentar espécies, comunidades e iniciativas relacionadas à conservação da natureza.
A passagem por Roraima amplia esse trabalho ao reunir imagens da fauna regional, das paisagens do estado, dos povos indígenas e de projetos de recuperação ambiental.
O material produzido durante a expedição poderá contribuir para divulgar essas realidades e estimular o debate sobre conservação da biodiversidade, proteção dos territórios e valorização dos conhecimentos tradicionais.
Como conhecer o projeto
Interessados em acompanhar as atividades do Projeto Água Vida podem procurar informações no site oficial da iniciativa e no perfil do fotógrafo no Instagram, @mariobarilafilho.
Fonte: Informações para a imprensa
LILÁS COMUNICAÇÃO