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Boa Vista - RR, 26 de junho de 2026 as 06:38

PGR vê ausência de indícios de ilegalidade em contrato da esposa de Moraes com Banco Master

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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não há provas concretas que justifiquem a abertura de investigação sobre suspeitas de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em relação à fiscalização do Banco Master.

Em manifestação oficial, Gonet destacou a “absoluta ausência de lastro probatório mínimo” para sustentar a acusação. Segundo ele, tanto Moraes quanto Galípolo negaram de forma “peremptória e convergente” qualquer tipo de pressão. Para o procurador-geral, apesar da repercussão do caso, as reportagens não apresentaram elementos materiais que comprovem intimidação, permanecendo no campo das suposições.

As suspeitas vieram à tona após reportagens do jornal O Globo, que apontaram que Moraes teria feito seis ligações telefônicas a Galípolo. O ministro do STF, porém, negou irregularidades e afirmou que os contatos trataram exclusivamente de sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.

Gonet também analisou o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, no valor de R$ 129 milhões. Para o procurador-geral, não há indícios de ilegalidade ou irregularidade no acordo. Ele ressaltou que se trata de um negócio jurídico entre particulares, protegido pela autonomia da atividade advocatícia, e que não cabe à Suprema Corte interferir nesse tipo de relação.

Diante disso, Gonet decidiu arquivar o pedido de investigação protocolado pelo advogado Ênio Martins Murad no dia 24 de dezembro. O arquivamento foi formalizado três dias depois, reforçando o entendimento de que não há fundamentos jurídicos para dar prosseguimento às apurações.

Fonte: Jovem Pan