Liquidação extrajudicial, apurações da Polícia Federal e impactos no sistema financeiro colocam o Banco Master no centro de uma das maiores crises bancárias recentes do país
A investigação envolvendo o Banco Master avançou significativamente nos últimos meses e entrou em uma fase decisiva no final de 2025, com desdobramentos que mobilizam o Banco Central, a Polícia Federal, o Judiciário e o Congresso Nacional.
Em novembro de 2025, o Banco Central do Brasil (BCB) decretou a liquidação extrajudicial da instituição, após identificar uma grave crise de liquidez, inconsistências contábeis e violações às normas do sistema financeiro nacional. Com a medida, o banco teve suas operações interrompidas e passou a ser administrado por um liquidante, com acompanhamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Fraudes bilionárias sob investigação
A Polícia Federal conduz a investigação criminal no âmbito da chamada Operação Compliance Zero. As apurações indicam a existência de um esquema de emissão de títulos de crédito sem lastro, que teriam sido utilizados para inflar artificialmente ativos do banco e mascarar prejuízos. O volume financeiro investigado pode chegar a R$ 12 bilhões.
Executivos da instituição, incluindo o então presidente do banco, foram alvos de prisões, buscas e apreensões, além de bloqueio de bens. As investigações apuram possíveis crimes de gestão fraudulenta, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Envolvimento de outras instituições
As apurações também alcançaram outras instituições financeiras. Um dos pontos centrais da investigação envolve o Banco de Brasília (BRB), que teria adquirido carteiras de crédito do Banco Master. Há suspeitas de que parte desses ativos não possuía lastro real. O BRB informou que conseguiu recuperar valores expressivos das operações, mas o caso segue sob análise dos investigadores.
Atuação do STF e repercussão política
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha desdobramentos processuais e decisões relacionadas à investigação. O ministro Dias Toffoli determinou diligências adicionais, mas a condução das oitivas e confrontos de versões ficou sob responsabilidade da Polícia Federal.
No campo político, o escândalo provocou forte repercussão no Congresso Nacional, com parlamentares defendendo a criação de CPIs para apurar responsabilidades, além de questionamentos sobre a atuação de órgãos reguladores e autoridades envolvidas.
Impactos e próximos passos
Considerado por especialistas como uma das maiores liquidações bancárias das últimas décadas, o caso do Banco Master acendeu alertas sobre governança, fiscalização e transparência no sistema financeiro brasileiro.
Atualmente, o banco permanece sem operar, enquanto:
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a Polícia Federal aprofunda as investigações;
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o Banco Central acompanha o processo de liquidação;
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a Justiça analisa responsabilidades penais e civis;
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e o FGC garante a proteção dos clientes dentro dos limites legais.
O desfecho do caso deve definir punições, possíveis indenizações e mudanças regulatórias para evitar novas crises semelhantes.
Redação