Acusação aponta homicídio qualificado, omissão de socorro e condução sob efeito de álcool; Ministério Público pede indenização de R$ 120 mil à família
O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou, na terça-feira (13), Mayron da Silva Soares pelo atropelamento que provocou a morte do corredor de rua Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, em Boa Vista. O acidente ocorreu em 2 de outubro, na Avenida Ville Roy, e a vítima morreu no dia seguinte, após ser hospitalizada com ferimentos graves.
A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri. O Ministério Público atribui ao motorista os crimes de homicídio qualificado, omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob influência de álcool.
Segundo a acusação, o motorista teria assumido o risco de provocar a morte ao dirigir com a capacidade psicomotora alterada pela ingestão de bebida alcoólica.
Como ocorreu o atropelamento na Avenida Ville Roy
De acordo com a denúncia, Geovanni realizava exercícios de aquecimento na faixa de estacionamento da Avenida Ville Roy, nas proximidades do cruzamento com a Avenida das Américas, quando foi atingido pelas costas.
Com o impacto, o corredor foi arremessado contra outro veículo estacionado e sofreu ferimentos graves na cabeça.
Ainda conforme o Ministério Público, o motorista não parou para prestar socorro e deixou o local. Ele teria sido encontrado horas depois, dormindo dentro do próprio veículo, a aproximadamente quatro quilômetros do ponto do atropelamento.
Durante a abordagem policial, segundo a denúncia, o homem apresentava sinais de embriaguez.
Corredor morreu após ser levado ao hospital
Após o atropelamento, Geovanni foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Geral de Roraima (HGR).
A vítima morreu em 3 de outubro, em decorrência de um traumatismo cranioencefálico grave, conforme as informações apresentadas pelo Ministério Público.
Ministério Público aponta homicídio qualificado
Na denúncia, o MPRR sustenta que o homicídio deve ser considerado qualificado porque a vítima teria sido atingida de surpresa, pelas costas e sem possibilidade de defesa.
A acusação, assinada pelo promotor de Justiça Felipe Hellu, é fundamentada em laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros policiais e depoimentos de testemunhas.
O Ministério Público pediu que o denunciado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, além da fixação de indenização de R$ 120 mil aos familiares da vítima.
MPRR pede manutenção da prisão preventiva
O Ministério Público também solicitou a manutenção da prisão preventiva do motorista, decretada em 3 de outubro. Conforme as informações divulgadas pelo órgão, ele permanece custodiado no sistema prisional.
A apresentação da denúncia representa uma etapa do processo criminal. A responsabilidade penal do acusado deverá ser examinada pela Justiça, com garantia do direito de defesa e da presunção de inocência.
Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO / MPRR