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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 16:13

Moeda de prata revela fortaleza pré-histórica intacta

© Crédito: Kristijan Toplak

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Achado ilegal levou arqueólogos a uma fortaleza da Idade do Ferro surpreendentemente preservada nas montanhas do leste da Croácia.

Uma única moeda de prata foi o ponto de partida para uma das descobertas arqueológicas mais impressionantes dos últimos anos na Europa. Vendidas ilegalmente no mercado negro, moedas datadas do período La Tène, no final da Idade do Ferro, acabaram conduzindo pesquisadores a uma fortaleza pré-histórica monumental escondida nas Montanhas Papuk, no leste da Croácia. O sítio, conhecido como Gradina, revelou-se um dos assentamentos antigos mais bem preservados já identificados na região.

O alerta surgiu quando arqueólogos notaram a circulação clandestina de moedas de prata com características incomuns. A análise indicou que os artefatos tinham origem comum e pertenciam a um contexto arqueológico ainda desconhecido. Segundo o professor Hrvoje Potrebica, da Universidade de Zagreb, foi justamente essa atividade ilegal que chamou a atenção para a existência do sítio. Sem esse indício, a fortaleza poderia ter permanecido esquecida por mais décadas.

Apesar de a descoberta ter origem em um saque  prática que costuma causar danos irreparáveis à arqueologia , o achado permitiu revelar uma estrutura excepcional. O lado negativo, no entanto, foi a perda de parte do contexto histórico, já que a remoção das moedas impediu uma compreensão mais precisa de como os objetos estavam distribuídos e utilizados no local original.

Quando as escavações oficiais começaram, a equipe se deparou com muralhas impressionantes, construídas com técnica de pedra seca, algo raro para assentamentos pré-históricos da região. Diferentemente das fortificações feitas de madeira e terra, que se deterioraram com o tempo, as estruturas de Gradina permanecem visíveis até hoje. Algumas muralhas ultrapassam 1,5 metro de espessura e chegam a até 8 metros de altura, evidenciando um alto grau de planejamento e organização social.

Estima-se que a fortaleza ocupasse cerca de quatro hectares, dimensão significativa para o período. Fragmentos de cerâmica encontrados nas proximidades indicam que o local não era apenas defensivo, mas também um assentamento habitado por longo tempo. Para os pesquisadores, Gradina comprova a existência de sociedades pré-históricas altamente estruturadas, capazes de erguer obras monumentais e duradouras.

Redação

Referência: https://dailygalaxy.com/category/news/