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Boa Vista - RR, 21 de maio de 2026 as 12:35

Fachin anuncia avanços na concessão de medidas protetivas para mulheres no Brasil

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Fachin anuncia avanços na concessão de medidas protetivas para mulheres

O presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Edson Fachin, anunciou nesta quarta-feira (20) os primeiros resultados do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, iniciativa que reúne os três Poderes da República no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas.

Segundo Fachin, atualmente 53% das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) são concedidas no mesmo dia em que são solicitadas, enquanto cerca de 90% dos pedidos são analisados em até 48 horas.

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Dados foram apresentados em cerimônia no Planalto

As informações foram divulgadas durante cerimônia que marcou os 100 dias do pacto nacional, realizada no Palácio do Planalto.

O ministro destacou que a integração entre órgãos do Judiciário, segurança pública e assistência social reduziu o tempo entre o registro das ocorrências e a análise judicial dos pedidos de proteção.


Formulário digital amplia proteção às vítimas

Entre os avanços citados está a implementação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), sistema eletrônico utilizado para tramitação digital dos pedidos de medidas protetivas.

Segundo Fachin, a ferramenta permite maior integração entre:

  • delegacias;
  • juizados especializados;
  • serviços de assistência;
  • rede de proteção às mulheres.

“Representa um salto na eficiência e na rastreabilidade da proteção concedida às mulheres”, afirmou o ministro.


CNJ prepara diretrizes para grupos reflexivos

O presidente do CNJ também defendeu ações voltadas à transformação cultural e ao enfrentamento da violência de gênero.

De acordo com Fachin, o conselho trabalha na criação de diretrizes nacionais para grupos reflexivos destinados a homens autores de violência doméstica.

O objetivo é:

  • reduzir reincidência;
  • estimular responsabilização;
  • promover reeducação e prevenção da violência.

Proteção para órfãos do feminicídio

Outro destaque foi o acordo firmado entre o CNJ e a Defensoria Pública da União para ampliar a assistência a crianças e adolescentes que perderam as mães vítimas de feminicídio.

A parceria busca garantir efetividade à Lei 14.717/2023, que prevê apoio e assistência jurídica aos órfãos da violência de gênero.

Segundo Fachin:
“Crianças que perderam suas mães para a brutalidade não podem perder também seus direitos elementares.”


Inclusão digital e proteção às mulheres indígenas

O ministro também mencionou a criação de um Ponto de Inclusão Digital em Dourados (MS), voltado ao atendimento de mulheres indígenas.

A iniciativa pretende ampliar:

  • acesso à Justiça;
  • cidadania;
  • proteção social;
  • segurança para populações vulneráveis.

Cerimônia reuniu representantes dos três Poderes

O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de representantes da Câmara dos Deputados, Senado Federal e integrantes do governo federal.

Fachin afirmou que a união institucional é essencial para enfrentar a violência de gênero no país.

“Quando os três Poderes caminham juntos, o Estado brasileiro é capaz de proteger quem mais precisa e fomentar mudança cultural”, declarou.

Referência: STF