ALERR lidera sindicatos em pedido de recomposição salarial de 16% em Roraima
A recomposição salarial de 16% em Roraima foi oficialmente apresentada por representantes de 12 entidades sindicais ao presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), deputado Soldado Sampaio (Republicanos), durante reunião realizada na tarde desta quinta-feira (26). O encontro também contou com a presença do deputado Rarison Barbosa (PMB), 3º secretário da Casa.
O resultado da reunião foi a elaboração de um ofício que será encaminhado ao Poder Executivo estadual com as principais demandas das categorias para 2026, incluindo a revisão geral anual dos salários.
Recomposição salarial de 16% em Roraima é pauta unificada
Segundo os representantes sindicais, a reivindicação não se trata de aumento salarial, mas de reposição das perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. De acordo com as entidades, reajustes concedidos abaixo da inflação e períodos sem qualquer correção resultaram em um déficit total estimado em 16%.

“Houve anos em que a reposição foi concedida, mas sempre abaixo da inflação. E em 2018 e 2019 não houve reposição salarial alguma, no início da crise enfrentada pelo Estado. Ou seja, no total, 16% é a reivindicação dos sindicatos”, destacou Soldado Sampaio.
A recomposição salarial de 16% em Roraima, conforme defendem os sindicatos, busca restabelecer o poder de compra dos servidores públicos estaduais, impactado pela inflação acumulada nos últimos anos.
ALERR intermedeia diálogo com o Executivo
Durante a reunião, a Assembleia Legislativa se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre os servidores e o Governo do Estado. O objetivo é construir um entendimento que possibilite o envio de uma proposta formal ao Parlamento.
“Eles trouxeram uma proposta buscando o apoio de todos os deputados desta Casa. Tenho convicção de que poderão contar com esse apoio na busca por um direito que é a recomposição salarial anual dos servidores públicos”, reforçou o presidente da ALERR.

O deputado Rarison Barbosa lembrou que o tema já vinha sendo debatido desde o ano passado. Em 2025, segundo ele, o reajuste concedido foi de 5%. Com o início dos trabalhos legislativos de 2026, a discussão foi retomada para definição do percentual a ser apresentado oficialmente ao Governo do Estado.
“No ano passado, também estivemos nesta mesa de negociação, quando os números foram apresentados ao Executivo. Hoje chegamos ao percentual de 16%, que corresponde, segundo os sindicatos, às perdas acumuladas. Precisamos recompor os salários para manter o poder de compra dos servidores no Estado”, afirmou o parlamentar.
Lideranças sindicais destacam unidade das categorias
Entre os representantes presentes estavam Francisco Figueira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado de Roraima (Sintraima), e Quesia Mendonça, coordenadora-geral da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Roraima.
As lideranças destacaram a união das categorias em torno da revisão geral anual, prevista em lei, e reforçaram que o percentual reivindicado representa apenas a reposição das perdas acumuladas.

“Nós, servidores do Poder Executivo, estamos unidos e já recebemos o apoio do presidente da Casa para, junto conosco, buscar o diálogo com o Executivo e concretizar aquilo que estamos reivindicando: a recomposição salarial. Todos os anos essa tem sido uma luta, e este ano não é diferente. Esperamos a sensibilidade do governo”, afirmou Quesia Mendonça.
O presidente do Sintraima também reforçou o caráter coletivo da mobilização.

“Esse momento demonstra que os sindicatos estão unidos em busca da revisão geral anual, com a mesma data e o mesmo índice para todos os servidores. Não estamos pedindo aumento, mas a reposição de um déficit acumulado de 16%”, afirmou Francisco Figueira.
Impactos da recomposição salarial para o Estado
A discussão sobre a recomposição salarial de 16% em Roraima envolve impactos econômicos e orçamentários. Para os sindicatos, a medida é essencial para garantir dignidade aos servidores e preservar o poder de compra diante da inflação acumulada.
Por outro lado, o Governo do Estado deverá analisar a viabilidade financeira da proposta, considerando limites fiscais e regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A intermediação da ALERR pode facilitar o diálogo institucional e acelerar a construção de um consenso entre Executivo e representantes das categorias.
Como acompanhar as ações da Assembleia
A população pode acompanhar as atividades da Assembleia Legislativa de Roraima por meio dos canais oficiais da Casa.
Diariamente, a TV Assembleia (canal 57.3) e a Rádio Assembleia (98,3 FM) divulgam reportagens sobre projetos discutidos e votados pelos deputados estaduais. Também é possível acessar o site oficial do Legislativo e baixar o aplicativo tvAleRRPlay para acompanhar a programação na íntegra.
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Fonte: SupCom ALERR