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Boa Vista - RR, 21 de maio de 2026 as 13:12

Especialistas defendem resolução do Conanda para proteger jovens vítimas de violência sexual

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Especialistas defendem resolução que apoia jovens vítimas de violência sexual

Representantes do governo federal, conselhos nacionais e organizações da sociedade civil defenderam, nesta quarta-feira (20), a resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que estabelece diretrizes de atendimento para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

O tema foi debatido durante audiência pública da Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher no Senado Federal.

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Audiência discutiu proteção às vítimas

A audiência foi solicitada pela deputada Luizianne Lins, presidente da comissão.

Durante o encontro, a presidente do Conanda, Deila do Nascimento Martins Cavalcanti, destacou que o dia 18 de maio, marcado nacionalmente pelo combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, representa uma “trincheira nacional de luta” contra esse tipo de violência.

Segundo ela, a Resolução 258/2024 foi criada diante do aumento de casos de violência contra meninas e mulheres no país.


Resolução organiza rede de proteção

De acordo com Deila Cavalcanti, a medida busca fortalecer o sistema de garantia de direitos e assegurar atendimento humanizado às vítimas.

“Essa resolução demarca que o Conanda está ciente, que a sociedade está ciente de quem são essas meninas. Essas meninas têm cor, têm classe e têm território. São meninas pobres, negras e periféricas”, afirmou.

A resolução estabelece orientações sobre:

  • acolhimento especializado;
  • escuta protegida;
  • atendimento psicológico;
  • garantia de direitos previstos em lei;
  • acesso à rede de proteção.

Debate envolve projeto que tenta suspender norma

Durante a audiência, representantes do Ministério das Mulheres e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher criticaram o Projeto de Decreto Legislativo 3/2025, aprovado pela Câmara dos Deputados.

O texto pretende suspender os efeitos da Resolução 258/2024 do Conanda.

Entre os pontos debatidos estão as orientações sobre acesso ao aborto legal nos casos previstos pela legislação brasileira.


Governo e especialistas defendem manutenção da resolução

Representando o Ministério das Mulheres, a conselheira Alison Regina Mazza Lubascher afirmou que a maior parte dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre dentro do ambiente familiar.

Ela ressaltou a importância do fortalecimento da escuta protegida e da rede especializada de atendimento.

“Tentar derrubar a resolução significa forçar as crianças violadas a carregar uma gestação compulsória, o que equivale a prolongar o crime em seus corpos”, declarou.


Violência sexual segue como desafio nacional

Especialistas alertam que o enfrentamento da violência sexual infantil exige:

  • fortalecimento das políticas públicas;
  • capacitação de profissionais;
  • ampliação da rede de proteção;
  • campanhas de conscientização;
  • garantia de acesso aos direitos previstos em lei.

O debate também reforçou a necessidade de ações integradas entre União, estados e municípios.

Fonte: Agência Senado