Galípolo detalha liquidação do Banco Master em CPI
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação do Banco Master seguiu critérios técnicos e negou qualquer atuação pessoal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ao Palácio do Planalto sobre o caso.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (8), durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
Atuação técnica foi prioridade, diz presidente do BC
Segundo Galípolo, todas as decisões relacionadas à liquidação do Banco Master foram conduzidas com base em análises técnicas internas do Banco Central.
Ele destacou que recebeu orientação para agir com imparcialidade e sem interferências políticas.
Reuniões não trataram do caso no STF
Durante o depoimento, o presidente do BC também esclareceu que reuniões com ministros do STF não abordaram a liquidação do Banco Master.
As conversas teriam tratado de outros temas institucionais, sem relação direta com o banco investigado.
Processo seguiu etapas ao longo dos anos
Galípolo apresentou uma linha do tempo das ações que antecederam a liquidação do Banco Master, destacando que o processo envolveu diversas etapas de análise e fiscalização.
Entre os principais pontos estão:
- Avaliações da carteira do banco desde 2023
- Termo de ajuste de conduta firmado em 2024
- Criação de grupo de trabalho em 2025
- Aplicação de sanções por descumprimento de normas
Liquidação ocorreu após tentativas de solução
De acordo com o presidente do Banco Central, a liquidação do Banco Master só ocorreu após tentativas de solução no mercado.
Uma das alternativas avaliadas foi a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), que acabou sendo barrada.
A liquidação foi efetivada em novembro de 2025.
Irregularidades motivaram investigação
As suspeitas que levaram à liquidação do Banco Master incluem práticas consideradas atípicas no mercado financeiro.
Segundo Galípolo, o banco realizava operações com ativos que levantaram questionamentos sobre sua sustentabilidade financeira.
Investigação interna apura responsabilidades
Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central instaurou investigação interna que resultou no afastamento de servidores por suspeita de irregularidades.
As apurações também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Decisão antecipada poderia gerar questionamentos
Galípolo afirmou que uma intervenção antecipada poderia reforçar a narrativa de perseguição ao banco.
Por isso, a liquidação do Banco Master foi realizada somente após o cumprimento de todas as etapas legais e técnicas.
CPI deve concluir trabalhos nos próximos dias
A CPI do Crime Organizado, que investiga o caso, deve encerrar seus trabalhos em breve.
O debate sobre a liquidação do Banco Master segue como um dos principais pontos analisados pelos parlamentares.
Impacto no sistema financeiro
O caso levanta discussões sobre regulação e fiscalização no sistema financeiro brasileiro.
A liquidação do Banco Master reforça a importância de mecanismos de controle para garantir a estabilidade do setor.
Fonte: Agência Senado