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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 07:00

Galípolo explica liquidação do Banco Master e nega atuação no STF

Saulo Cruz/ Fonte: Agência Senado

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Galípolo detalha liquidação do Banco Master em CPI

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a liquidação do Banco Master seguiu critérios técnicos e negou qualquer atuação pessoal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ao Palácio do Planalto sobre o caso.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (8), durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

Atuação técnica foi prioridade, diz presidente do BC

Segundo Galípolo, todas as decisões relacionadas à liquidação do Banco Master foram conduzidas com base em análises técnicas internas do Banco Central.

Ele destacou que recebeu orientação para agir com imparcialidade e sem interferências políticas.

Reuniões não trataram do caso no STF

Durante o depoimento, o presidente do BC também esclareceu que reuniões com ministros do STF não abordaram a liquidação do Banco Master.

As conversas teriam tratado de outros temas institucionais, sem relação direta com o banco investigado.

Processo seguiu etapas ao longo dos anos

Galípolo apresentou uma linha do tempo das ações que antecederam a liquidação do Banco Master, destacando que o processo envolveu diversas etapas de análise e fiscalização.

Entre os principais pontos estão:

  • Avaliações da carteira do banco desde 2023
  • Termo de ajuste de conduta firmado em 2024
  • Criação de grupo de trabalho em 2025
  • Aplicação de sanções por descumprimento de normas

Liquidação ocorreu após tentativas de solução

De acordo com o presidente do Banco Central, a liquidação do Banco Master só ocorreu após tentativas de solução no mercado.

Uma das alternativas avaliadas foi a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), que acabou sendo barrada.

A liquidação foi efetivada em novembro de 2025.

Irregularidades motivaram investigação

As suspeitas que levaram à liquidação do Banco Master incluem práticas consideradas atípicas no mercado financeiro.

Segundo Galípolo, o banco realizava operações com ativos que levantaram questionamentos sobre sua sustentabilidade financeira.

Investigação interna apura responsabilidades

Após a liquidação do Banco Master, o Banco Central instaurou investigação interna que resultou no afastamento de servidores por suspeita de irregularidades.

As apurações também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público.

Decisão antecipada poderia gerar questionamentos

Galípolo afirmou que uma intervenção antecipada poderia reforçar a narrativa de perseguição ao banco.

Por isso, a liquidação do Banco Master foi realizada somente após o cumprimento de todas as etapas legais e técnicas.

CPI deve concluir trabalhos nos próximos dias

A CPI do Crime Organizado, que investiga o caso, deve encerrar seus trabalhos em breve.

O debate sobre a liquidação do Banco Master segue como um dos principais pontos analisados pelos parlamentares.

Impacto no sistema financeiro

O caso levanta discussões sobre regulação e fiscalização no sistema financeiro brasileiro.

A liquidação do Banco Master reforça a importância de mecanismos de controle para garantir a estabilidade do setor.

Fonte: Agência Senado