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Boa Vista - RR, 10 de maio de 2026 as 21:23

Bebês têm o crescimento mais rápido da vida humana

Crédito da imagem: MoMo Productions/Getty Images

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Primeiros anos superam a adolescência e concentram a maior velocidade de crescimento do ser humano

Quando se fala em crescimento acelerado, a maioria das pessoas pensa imediatamente na adolescência, fase marcada por mudanças corporais intensas e pelos famosos “estirões”. No entanto, estudos científicos mostram que o período de crescimento mais rápido do ser humano acontece bem antes disso, nos primeiros anos de vida. É nessa fase inicial que o corpo humano apresenta a maior velocidade de aumento de estatura de toda a vida.

Pesquisas acompanhando crianças desde o nascimento até a idade adulta indicam que bebês podem crescer entre 25 e 30 centímetros por ano, uma taxa muito superior à observada na puberdade. Segundo especialistas, esse ritmo impressionante ocorre especialmente nos dois primeiros anos de vida, quando o organismo passa por rápidas transformações estruturais. Para as meninas, cerca de 50% da altura adulta já é alcançada por volta dos 18 meses; para os meninos, esse marco costuma ocorrer por volta dos 24 meses.

De acordo com Sean Cumming, professor do Departamento de Saúde da Universidade de Bath, após a primeira infância o crescimento desacelera consideravelmente. Entre os quatro anos e o início da puberdade, a média anual de crescimento gira em torno de 5 a 6 centímetros. Somente na adolescência ocorre o segundo período mais rápido de crescimento, impulsionado por mudanças hormonais.

Estudos publicados no Journal of Adolescent Health mostram que, no pico da puberdade, meninas crescem em média cerca de 9 centímetros por ano, enquanto meninos chegam a aproximadamente 10 centímetros. Ainda assim, esses valores são menores do que os observados na fase de bebê. Em casos específicos, medições frequentes apontam surtos ainda mais intensos, que podem alcançar até 20 centímetros em um ano, embora essa taxa não se mantenha de forma contínua.

Adam Baxter-Jones, professor da Universidade de Saskatchewan, explica que a idade do estirão não define a altura final. Quem amadurece mais cedo tende a parar de crescer antes, enquanto quem amadurece mais tarde tem mais tempo para continuar crescendo, equilibrando o resultado final.

Esses surtos rápidos também trazem desafios. Durante o crescimento acelerado, ossos, músculos e tendões se desenvolvem em ritmos diferentes, o que pode aumentar o risco de fraturas e lesões, especialmente na adolescência. Ainda assim, especialistas ressaltam que variações no ritmo de crescimento são normais e, na maioria dos casos, fazem parte do desenvolvimento saudável.

Portanto, embora o estirão adolescente seja o mais visível, a maior velocidade de crescimento humano ocorre quando ainda somos bebês um período tão precoce que não guardamos memória dele, mas que é decisivo para a formação do corpo adulto.

Redação

Referência: https://www.livescience.com/