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Boa Vista - RR, 3 de julho de 2026 as 03:38

Hong Kong registra 55 mortes no maior incêndio em três décadas

Arquivo JP

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Segundo autoridades locais, a tragédia deixou 68 feridos hospitalizados e 279 desaparecidos até o momento; três pessoas também foram presas, suspeitas de envolvimento

Hong Kong registrou nesta quinta-feira (27) o pior incêndio urbano das últimas três décadas. O saldo provisório aponta 55 mortos, 68 feridos hospitalizados sendo 16 em estado crítico e 25 em condição grave  e 279 desaparecidos, segundo as autoridades locais.

O incêndio teve início na tarde de quarta-feira (26) e se espalhou rapidamente, destruindo sete dos oito edifícios de 31 andares do complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po. De acordo com o Departamento de Bombeiros, a propagação foi “inusualmente rápida”, favorecida pelos andaimes de bambu e materiais altamente inflamáveis, como lonas impermeáveis e placas de poliestireno usadas nas obras de reforma iniciadas em julho.

A gravidade do episódio elevou o nível de alerta de incêndio do grau 1 para o 4 em apenas 43 minutos, atingindo o grau 5 o mais alto da escala  após quatro horas, marca registrada apenas duas vezes na história recente de Hong Kong. Após cerca de 10 horas de atuação, os bombeiros conseguiram controlar os focos principais, restando chamas em três edifícios.

A operação mobilizou 1.250 agentes, 304 veículos de emergência, 26 equipes especializadas e quatro drones. Há risco de colapso parcial das estruturas externas, o que aumenta o nível de precaução das equipes de resgate.

A polícia prendeu dois diretores e um consultor de engenharia da construtora responsável pela obra, suspeitos de homicídio culposo pelo uso de materiais que teriam acelerado o avanço do fogo. Escritórios e residências dos investigados foram alvo de buscas.

O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, classificou o episódio como “uma catástrofe massiva”, anunciou a suspensão dos atos de campanha para as eleições do Conselho Legislativo e não descartou o adiamento do pleito previsto para 7 de dezembro. Ele também determinou inspeções emergenciais em todas as obras em andamento na cidade para verificar condições de segurança.

A tragédia desencadeou uma onda de solidariedade. A Fundação Jack Ma, Alibaba e Ant Group anunciaram doação conjunta de HK$ 60 milhões (cerca de R$ 40 milhões) às famílias e equipes de resgate. Empresas como BYD, NetEase, Trip.com, ByteDance e Didi doaram cada uma HK$ 10 milhões (cerca de R$ 6,8 milhões).

O incêndio supera o desastre de 1996 no edifício comercial Garley, em Kowloon, até então o mais letal em tempos de paz, que deixou 41 mortos.

Fonte: Jovem Pan