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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 08:36

Witkoff se reúne com Zelensky por acordo na guerra da Ucrânia

Reuters

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Enviado de Trump participa de negociações em Berlim com líderes europeus para tentar avançar em um acordo que encerre a guerra na Ucrânia até o fim do ano.

O governo dos Estados Unidos intensifica os esforços diplomáticos para buscar uma solução para a guerra na Ucrânia. Neste fim de semana, Steve Witkoff, enviado especial internacional do presidente norte-americano Donald Trump, viajará à Alemanha para se reunir com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus em mais uma rodada de negociações de alto nível. O encontro ocorrerá em Berlim e tem como foco discutir a versão mais recente de um possível acordo de paz.

Witkoff tem liderado as tentativas da Casa Branca de mediar o conflito entre Ucrânia e Rússia, que já se arrasta há quase quatro anos. A administração Trump pressiona para que um acordo esteja firmado até o Natal, apostando em negociações diretas e ajustes sucessivos nas propostas apresentadas pelas partes envolvidas. Apesar disso, ainda não há sinais claros de um avanço definitivo.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, líderes como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz devem participar das conversas, embora a lista oficial de participantes ainda não tenha sido confirmada. A reunião ocorre poucos dias após Kiev entregar aos Estados Unidos uma versão revisada de um plano de paz com cerca de 20 pontos.

Enquanto a diplomacia avança, a guerra na Ucrânia continua causando destruição. Autoridades ucranianas relataram uma série de ataques noturnos no sul do país, com o uso de mais de 450 drones e ao menos 30 mísseis, incluindo armamentos hipersônicos. Infraestruturas civis, como redes de energia e instalações industriais, foram atingidas, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.

Um dos temas mais sensíveis nas negociações é o futuro territorial do leste ucraniano. Kiev se recusa a abrir mão de áreas ocupadas ilegalmente, enquanto Moscou insiste em controlar integralmente a região do Donbas. Uma proposta norte-americana sugeriu a criação de uma “zona econômica especial”, com retirada das tropas ucranianas, ideia recebida com ceticismo por Zelensky.

Paralelamente, a União Europeia discute garantias de segurança e apoio financeiro à Ucrânia no pós-guerra. Recentemente, países do bloco decidiram congelar indefinidamente cerca de 210 bilhões de euros em ativos russos, medida que pode viabilizar empréstimos para reconstrução e fortalecimento das forças ucranianas.

Com negociações em curso e combates ainda intensos, o cenário segue incerto. A expectativa internacional é que o encontro em Berlim represente um passo concreto para reduzir a violência e abrir caminho para o fim da guerra na Ucrânia.

Fonte: BBC