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Boa Vista - RR, 27 de junho de 2026 as 14:22

Vulcão na Indonésia: a cronologia da morte de Juliana

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Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada sem vida após cinco dias de buscas em área de difícil acesso

A publicitária brasileira Juliana Marins, de 26 anos, foi encontrada morta na manhã da última terça-feira (24/6) no Monte Rinjani, um dos vulcões mais altos e desafiadores da Indonésia, localizado na ilha de Lombok. O corpo foi resgatado na quarta-feira (25) por equipes de salvamento da Agência Nacional de Busca e Resgate do país, com apoio de representantes da Embaixada do Brasil.

Juliana havia desaparecido na sexta-feira (20/6), após cair de um penhasco durante uma trilha de três dias em uma área de alta altitude, com terreno rochoso e acesso extremamente difícil.

Acidente em área remota

De acordo com o chefe da agência de resgate indonésia, Mohammad Syafii, a brasileira foi localizada a aproximadamente 600 metros de profundidade. O resgate do corpo só foi possível na manhã seguinte devido às adversidades climáticas. Após o içamento, o corpo foi levado até o posto de Sembalun e, de lá, transportado de helicóptero ao Hospital Bhayangkara, em Mataram.

A morte foi confirmada pelo perfil oficial da família no Instagram, @resgatejulianamarins, que agradeceu o apoio recebido durante os dias de buscas:

“Com imensa tristeza, informamos que ela não resistiu. Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio.”

Operação complexa de resgate

A operação de busca envolveu 48 profissionais, incluindo equipes especializadas em resgate vertical. Em um dos momentos mais críticos, sete socorristas montaram um flying camp (acampamento provisório no local do acidente) para pernoitar em segurança durante a missão.

As ações foram monitoradas por autoridades locais e membros da diplomacia brasileira. O Itamaraty confirmou que o embaixador brasileiro atuou diretamente nas tratativas para reforçar o apoio logístico às buscas.

Relatos e polêmica

Colegas de trilha relataram à imprensa que Juliana estava na retaguarda do grupo, acompanhada por um guia local, e enfrentava grande cansaço. O trajeto era íngreme, escorregadio e mal iluminado, já que parte da caminhada foi feita antes do amanhecer, com visibilidade reduzida.

O guia Ali Musthofa, que prestou depoimento à polícia, negou ter abandonado Juliana e afirmou que havia combinado com ela uma breve pausa antes de reencontrá-la mais à frente. A família, no entanto, questiona a conduta do guia, o que pode motivar uma investigação adicional.

Linha do tempo da tragédia

  • 20/6 – 19h (Brasília): Juliana sofre a queda durante a trilha.

  • 21/6 – 17h10: Início das buscas pelas equipes locais.

  • 22/6: Imagens de drone identificam Juliana sentada na encosta. O Itamaraty informa ação diplomática direta.

  • 23/6: O perfil oficial do parque do Monte Rinjani informa que Juliana foi vista imóvel, presa na parede rochosa.

  • 24/6: Corpo é localizado por um dos socorristas.

  • 25/6: Resgate é concluído e corpo é transferido para o hospital.

Sobre o Monte Rinjani

Com mais de 3.700 metros de altura, o Monte Rinjani é o segundo maior vulcão da Indonésia e destino popular entre turistas aventureiros. Apesar da beleza da paisagem, trilhas na região exigem preparo físico, equipamentos adequados e acompanhamento experiente.