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Boa Vista - RR, 30 de março de 2026 as 05:11

Vírus respiratórios seguem em circulação no Amazonas

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Informe da FVS-RCP aponta mais de 5,2 mil casos de SRAG em 2025 e alerta para maior impacto em crianças menores de 5 anos

Dados atualizados sobre a circulação de vírus respiratórios no Amazonas reforçam o alerta das autoridades de saúde para a adoção de medidas preventivas, especialmente entre os públicos mais vulneráveis. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), divulgou nesta segunda-feira (15/12) a nova edição do Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios no estado.

De acordo com o levantamento, no período de 1º de janeiro a 13 de dezembro de 2025, foram notificados 5.280 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas. Desse total, 1.932 casos tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. No mesmo intervalo, foram registrados 71 óbitos associados a essas infecções, com predominância de Covid-19 e Influenza A entre as causas.

Os dados mostram que 30 mortes foram provocadas pela Covid-19, enquanto 24 óbitos tiveram relação com a Influenza A. Outros vírus também foram responsáveis por desfechos graves, como rinovírus, com nove mortes, além do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza B, adenovírus e parainfluenza.

A análise das últimas três semanas, entre 23 de novembro e 13 de dezembro, revela que as crianças seguem como o grupo mais afetado. Menores de 1 ano concentraram 49% dos casos confirmados, seguidos por crianças de 1 a 4 anos, com 26%, e de 5 a 9 anos, com 7%. As demais faixas etárias apresentaram percentuais menores, incluindo adolescentes, adultos jovens e pessoas acima de 40 anos.

Entre os vírus mais identificados nas amostras analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), destacam-se o rinovírus, responsável por 54,5% das detecções, seguido pelo VSR, com 30,6%, adenovírus, com 18,4%, e Influenza A, com 7,9%.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que medidas simples continuam sendo fundamentais para reduzir o risco de transmissão, como a higienização frequente das mãos, o uso de máscara por pessoas sintomáticas e a adoção da etiqueta respiratória. A vacinação contra Covid-19 e Influenza permanece como uma das principais estratégias de prevenção, estando disponível em todo o estado para o público elegível.

Redação

Referencia: https://www.fvs.am.gov.br/