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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 13:22

Vice-presidente Delcy Rodríguez cobra dos EUA prova de vida de Nicolás Maduro

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vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez

Vice-presidente Delcy Rodríguez denuncia ataques dos EUA, pede informações sobre Maduro e Cilia Flores e fala em violação da soberania venezuelana

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu na manhã deste sábado (3) que os Estados Unidos apresentem provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Segundo ela, o paradeiro do casal permanece desconhecido após os ataques militares atribuídos aos norte-americanos, registrados durante a madrugada em Caracas e em estados como Aragua, Miranda e La Guaira.

Em pronunciamento oficial, Rodríguez denunciou o que classificou como um bombardeio militar de grandes proporções, que teria provocado a morte de civis e danos a infraestruturas estratégicas do país. A vice-presidente afirmou que o governo venezuelano já havia alertado a população sobre a possibilidade de uma ofensiva desse tipo e que medidas de defesa foram acionadas conforme orientações previamente estabelecidas pelo presidente.

De acordo com Rodríguez, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), além de milícias populares e órgãos de segurança cidadã, foram mobilizados para garantir a defesa do território nacional. Ela destacou que a resposta ocorre em um contexto de integração “policial, militar e cívico-militar”, com o objetivo de preservar a soberania e a ordem interna do país.

A vice-presidente também reforçou o discurso histórico de resistência, afirmando que a Venezuela não aceitará qualquer tipo de tutela externa. Em tom firme, declarou que o legado de Simón Bolívar e o direito do país à independência não serão violados. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar”, afirmou, ao acusar potências estrangeiras de tentar impor uma mudança de regime por meio da força.

Rodríguez reiterou que o governo venezuelano vê as ações recentes como parte de uma estratégia de desestabilização regional, voltada a enfraquecer a soberania nacional e atender a interesses externos, especialmente relacionados às riquezas naturais do país. A Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, fator frequentemente citado pelo governo como central nas disputas geopolíticas.

Além das autoridades, entidades da sociedade civil também se manifestaram. A Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e organizações como a Coalizão Resposta condenaram o que chamaram de “crime contra a paz” e de violação direta da Carta das Nações Unidas. Os grupos apelaram à solidariedade internacional e à mobilização global contra o que classificam como uma tentativa de intervenção armada e uma “guerra colonial” motivada por interesses econômicos.

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não apresentou provas sobre o estado de saúde ou o paradeiro de Nicolás Maduro, aumentando a tensão diplomática e a incerteza sobre os próximos desdobramentos da crise.

Redação