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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 09:46

Trump recua e suspende tarifas contra países europeus

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Após encontro com chefe da Otan, presidente dos EUA afirma que negociações sobre a Groenlândia e o Ártico avançaram e abre espaço para acordo futuro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (21) que não irá aplicar tarifas sobre importações provenientes de oito países europeus. A decisão marca um recuo na política comercial adotada recentemente pelo republicano e ocorreu após uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, realizada em Washington.

Inicialmente, Trump havia sinalizado que as tarifas começariam a vigorar a partir de 1º de fevereiro e atingiriam Alemanha, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Noruega, Reino Unido e Suécia — todos integrantes da aliança militar. O objetivo declarado era pressionar esses países, especialmente a Dinamarca, em meio às discussões sobre o interesse dos Estados Unidos na Groenlândia, território autônomo dinamarquês considerado estratégico por Washington.

Em publicação feita na rede social Truth Social, Trump afirmou que o encontro com o secretário-geral da Otan “estabeleceu bases sólidas para um futuro acordo em relação à Groenlândia e a toda a região do Ártico”. Segundo o presidente, caso as tratativas avancem e sejam concluídas, o entendimento poderá trazer benefícios não apenas aos Estados Unidos, mas também aos países-membros da aliança.

Apesar do anúncio, Trump não detalhou quais compromissos foram assumidos durante a reunião. Ele informou apenas que novas discussões estão em andamento, incluindo temas relacionados ao sistema de defesa antimíssil conhecido como “Cúpula Dourada”, além de questões ligadas à segurança regional no Ártico. O presidente acrescentou que mais informações serão divulgadas à medida que as negociações evoluírem.

De acordo com Trump, o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff estarão diretamente envolvidos nas próximas etapas do diálogo diplomático. O tema da Groenlândia voltou à agenda política desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025. Durante seu primeiro mandato, Trump já havia defendido publicamente a anexação do território, alegando razões de segurança nacional.

Analistas internacionais avaliam que o interesse dos Estados Unidos na região está relacionado tanto ao controle de rotas marítimas estratégicas quanto à presença de recursos naturais, como petróleo, gás natural e minerais raros, cuja exploração é limitada por regras ambientais impostas pelas autoridades dinamarquesas.

Fonte: Jovem Pan