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Boa Vista - RR, 5 de março de 2026 as 18:57

“Sicário” da Operação Compliance Zero morre após tentar suicídio sob custódia da Polícia Federal

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“Sicário” investigado na Operação Compliance Zero morre após tentativa de suicídio

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nas investigações como “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira (4) após tentar tirar a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.

Mourão havia sido preso horas antes durante a Operação Compliance Zero, que investiga crimes contra o sistema financeiro e suposta organização criminosa ligada ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Ele estava detido na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais, quando tentou se enforcar utilizando a própria camisa nas grades da cela.


Socorro foi prestado imediatamente

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que agentes que estavam no local prestaram socorro imediato ao perceberem a situação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

A equipe médica iniciou o atendimento ainda na sede da PF e, em seguida, Mourão foi encaminhado a um hospital em Belo Horizonte.

Segundo informações médicas, o investigado sofreu morte cerebral, condição que legalmente caracteriza o óbito no Brasil.

A Polícia Federal também informou que comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal responsável pelo caso e abriu procedimento interno para apurar os fatos.


Quem era o “Sicário” da investigação

Nas investigações da Polícia Federal, Mourão era apontado como integrante de um grupo denominado “A Turma”, supostamente ligado ao esquema investigado na Operação Compliance Zero.

De acordo com os investigadores, o grupo teria atuado em atividades como:

  • monitoramento de pessoas

  • coleta de informações sensíveis

  • levantamento de dados estratégicos

  • intimidação de testemunhas e ex-funcionários

A PF afirma que Mourão coordenava ações de monitoramento e obtenção de informações consideradas relevantes para os interesses do grupo.


Acesso a sistemas restritos

Segundo a investigação, o suspeito teria realizado consultas ilegais em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança e investigação.

Entre os sistemas que teriam sido acessados indevidamente estariam:

  • sistemas da própria Polícia Federal

  • bases do Ministério Público Federal

  • bancos de dados de organismos internacionais, como Federal Bureau of Investigation e Interpol

De acordo com os investigadores, o objetivo seria levantar informações sobre autoridades, jornalistas e pessoas consideradas adversárias do grupo.


Suspeita de ameaças e intimidações

A investigação também aponta que Mourão teria participado de ações de intimidação contra antigos funcionários do Banco Master e outras pessoas ligadas ao caso.

Em uma das conversas interceptadas pela Polícia Federal, o nome do jornalista Lauro Jardim foi mencionado.

Segundo os investigadores, houve discussão sobre a possibilidade de organizar um assalto ou agressão contra o jornalista.


Histórico de investigação por fraude financeira

Antes da prisão na Operação Compliance Zero, Mourão já respondia a processos judiciais.

Ele é réu em uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais por suspeitas de:

  • organização criminosa

  • lavagem de dinheiro

  • crimes contra a economia popular

De acordo com a denúncia, ele teria movimentado cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas ao investigado entre 2018 e 2021.

O esquema investigado teria características de pirâmide financeira para atrair investidores.

Redação