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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 16:05

Serial killer no Tocantins, busca completam 60 horas sem capturas

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Criminosos ligados a facção serraram grades e fugiram de unidade prisional em Cariri; um deles é apontado como serial killer

As forças de segurança do Tocantins completaram mais de 60 horas de buscas pelos dois detentos que fugiram da Unidade de Tratamento Penal de Cariri, no sul do estado. Até a manhã deste domingo (28), os foragidos ainda não haviam sido localizados, apesar do cerco montado na região.

A fuga ocorreu na noite da última quinta-feira (25). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os presos serraram as grades da cela e utilizaram uma corda improvisada com lençóis para transpor o alambrado da unidade. A ausência dos detentos só foi percebida durante a conferência matinal do dia seguinte.

Alta periculosidade

Os fugitivos foram identificados como Renan Barros da Silva, de 26 anos, e Gildásio Silva Assunção, de 47. Ambos são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e cumpriam penas em regime fechado.

Renan é considerado pelas autoridades um serial killer. Em 2023, ele foi condenado a 72 anos de prisão por três homicídios duplamente qualificados e ocultação de cadáver, crimes praticados no município de Araguaína. O Ministério Público descreve o condenado como alguém de perfil sádico e de extrema periculosidade.

Já Gildásio acumula quatro condenações, incluindo homicídio, que totalizam 46 anos de reclusão.

Apuração interna

A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que, no momento da fuga, os dois estavam em uma cela separada em razão de sanções disciplinares e haviam sido transferidos recentemente de pavilhão. A pasta instaurou um procedimento administrativo para apurar falhas na segurança e investigar como os detentos tiveram acesso aos materiais utilizados para cortar as grades.

Enquanto isso, o policiamento foi reforçado na unidade prisional e nas áreas próximas. As forças de segurança mantêm bloqueios e diligências, e pedem que a população repasse qualquer informação que possa contribuir com a localização dos foragidos.

Fonte: Jovem Pan