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Boa Vista - RR, 3 de fevereiro de 2026 as 21:52

Roubo de obras raras choca biblioteca em São Paulo

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Ladrões armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade e levaram gravuras de Matisse e Portinari, em um crime que expõe falhas na segurança cultural.

A Biblioteca Mário de Andrade, um dos maiores centros de preservação cultural do Brasil, foi palco de um ousado roubo que chocou o país e o mundo da arte. O crime ocorreu durante o horário de funcionamento, no último domingo, quando dois homens armados entraram pela entrada principal e, em poucos minutos, furtaram oito gravuras do renomado artista francês Henri Matisse e pelo menos cinco obras do modernista brasileiro Cândido Portinari.

Segundo autoridades brasileiras, os criminosos renderam um segurança e um casal de visitantes antes de recolherem as obras e fugirem a pé pelas ruas do centro de São Paulo. O assalto coincidiu com o último dia da exposição Do Livro ao Museu, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o que levantou suspeitas de que os ladrões já conheciam o funcionamento da mostra e do prédio.

As primeiras investigações indicam que os assaltantes seguiram em direção a uma estação de metrô próxima. Imagens de câmeras externas, divulgadas pelo portal G1, mostram dois homens correndo enquanto carregam um saco que aparentemente contém as obras furtadas. A biblioteca e a região central de São Paulo possuem câmeras com tecnologia de reconhecimento facial, recurso que ajudou a polícia a localizar o possível veículo usado na fuga.

Na segunda-feira, as autoridades informaram que um dos suspeitos foi capturado após análise detalhada das câmeras de segurança. A lista completa das obras roubadas ainda não foi divulgada, mas a imprensa relata que entre elas está uma rara colagem de Matisse produzida para a edição limitada do livro Jazz, considerada de valor incalculável no mercado artístico.

Também foram levadas gravuras de Portinari criadas para ilustrar uma edição especial do romance Menino de Engenho, de José Lins do Rego. O episódio reacende debates sobre a vulnerabilidade de acervos culturais brasileiros e a necessidade de reforçar medidas de segurança em instituições públicas.

Redação