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Boa Vista - RR, 26 de fevereiro de 2026 as 02:47

Projeto Moro-Morí amplia piscicultura indígena em Boa Vista

SEMUC

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Piscicultura indígena em Boa Vista avança com novos tanques

A piscicultura indígena em Boa Vista ganhou novo impulso com a escavação de tanques nas comunidades Três Irmãos, Mauixe e Aakan, localizadas na região do Baixo São Marcos. A iniciativa integra o projeto Moro-Morí, desenvolvido pela Prefeitura de Boa Vista com foco na segurança alimentar, geração de renda e fortalecimento da autonomia produtiva nas áreas indígenas do município.

Com a nova etapa, o projeto passa a atender 16 das 17 comunidades indígenas da capital, ampliando o alcance da atividade aquícola e consolidando a piscicultura como alternativa sustentável de desenvolvimento local.


Infraestrutura adequada fortalece produção nas comunidades

O projeto concede infraestrutura adaptada às especificidades de cada localidade. Os tanques escavados possuem dimensões que variam entre 20×100 metros e 20×150 metros, garantindo condições adequadas para a criação de peixes.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Cezar Riva, a expansão da piscicultura indígena em Boa Vista representa mais oportunidades para as famílias.

“Hoje, o projeto está presente em 16 das 17 comunidades indígenas do município. Isso representa mais oportunidades de geração de renda e segurança alimentar para quem vive na área indígena. Nosso compromisso é seguir trabalhando para que o projeto alcance 100% das comunidades”, afirmou.

A proposta vai além da infraestrutura física: envolve planejamento técnico, acompanhamento contínuo e capacitação das famílias envolvidas.


Geração de renda e segurança alimentar

A piscicultura indígena em Boa Vista tem impacto direto na economia das comunidades atendidas. Em Mauixe, dez famílias estão envolvidas na produção. O tuxaua Alexandre da Silva destacou a expectativa positiva com a chegada do projeto.

“Acompanhamos o desenvolvimento nas outras comunidades e estávamos esperando nossa vez. Nosso tanque ficou muito bem-feito e estamos ansiosos para iniciar a produção”, relatou.

Já na Comunidade Três Irmãos, 15 famílias participam da atividade aquícola. O tuxaua Valdino Pacheco reforçou a importância da iniciativa para o fortalecimento comunitário e produtivo.

O projeto Moro-Morí busca garantir:

  • Autonomia alimentar

  • Geração de renda local

  • Inclusão produtiva

  • Desenvolvimento sustentável


Assistência técnica especializada acompanha todo o processo

Toda a implantação da piscicultura indígena em Boa Vista é acompanhada por técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI).

O suporte inclui:

  • Escavação e preparação dos tanques

  • Monitoramento da qualidade da água

  • Controle sanitário e prevenção de doenças

  • Orientação sobre alimentação dos alevinos

  • Acompanhamento biométrico mensal

  • Planejamento da despesca

Esse acompanhamento técnico garante maior produtividade e reduz riscos na atividade aquícola.


Famílias recebem capacitação em manejo e produção

Além da infraestrutura, as famílias participam de cursos voltados para técnicas de manejo, combinando teoria e prática.

Durante a capacitação, os piscicultores aprendem:

  • Técnicas adequadas de criação

  • Controle de crescimento dos peixes

  • Gestão da produção

  • Planejamento de comercialização

A qualificação fortalece a piscicultura indígena em Boa Vista, tornando a atividade mais eficiente e sustentável no longo prazo.


Projeto Moro-Morí consolida expansão nas áreas indígenas

A iniciativa já está presente em praticamente todas as comunidades indígenas do município, consolidando-se como uma das principais políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural indígena na capital.

A estratégia combina:

✔ Infraestrutura
✔ Capacitação técnica
✔ Assistência continuada
✔ Planejamento produtivo
✔ Geração de renda

Com isso, a piscicultura indígena em Boa Vista se estabelece como modelo de inclusão produtiva com responsabilidade social.

Referência: SEMUC