Tragédia ocorreu na estação de esqui de Crans-Montana durante a virada do ano
A polícia suíça informou que identificou todas as 40 vítimas fatais do incêndio ocorrido em um bar na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, na véspera do Ano Novo. A tragédia também deixou ao menos 119 pessoas feridas, muitas delas com queimaduras graves.
De acordo com as autoridades, as vítimas tinham entre 14 e 39 anos. Quinze delas eram menores de 18 anos. As duas pessoas mais jovens eram uma adolescente suíça e um jovem francês, ambos com 14 anos.
Entre os mortos há cidadãos de diversas nacionalidades, incluindo suíça, italiana, romena, turca, portuguesa, francesa e belga, além de pessoas do Reino Unido, França e Israel.
Investigação aponta possível negligência
Uma investigação criminal está em andamento contra o casal francês que administrava o bar Le Constellation. Segundo a Promotoria do cantão de Valais, os proprietários identificados pela imprensa local como Jacques e Jessica Moretti são suspeitos de homicídio culposo por negligência, lesão corporal por negligência e incêndio criminoso culposo.
De acordo com uma investigação preliminar, a principal hipótese é que faíscas geradas por garrafas manuseadas próximas ao teto do local tenham provocado o incêndio. Os investigadores também analisam se a espuma acústica instalada no teto contribuiu para a rápida propagação das chamas e se o material estava em conformidade com as normas de segurança vigentes.

Feridos e identificação das vítimas
Entre os 119 feridos, seis permaneciam em estado tão grave que, inicialmente, não puderam ser identificados. A polícia informou que não divulgará mais detalhes sobre as vítimas identificadas, em respeito aos familiares.
Apesar disso, familiares começaram a confirmar publicamente algumas mortes. A mãe de Arthur Brodard, de 16 anos, usou as redes sociais para anunciar que o filho estava entre as vítimas fatais.
“Agora podemos começar nosso luto, sabendo que ele está em paz”, disse ela em um vídeo emocionado. Em entrevista ao jornal Le Temps, enquanto Arthur ainda era considerado desaparecido, a mãe relatou viver “um pesadelo” e afirmou que amigos do jovem foram encontrados com queimaduras que cobriam quase metade do corpo.
Apuração segue em andamento
A promotora-chefe do cantão de Valais, Béatrice Pilloud, afirmou em comunicado que as investigações seguem em curso para esclarecer as circunstâncias exatas do incêndio e eventuais responsabilidades criminais.
A tragédia é considerada uma das mais graves ocorridas em estabelecimentos noturnos na Suíça nos últimos anos e reacendeu o debate sobre segurança, fiscalização e prevenção de incêndios em locais de grande concentração de público.
Fonte:BBC