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Boa Vista - RR, 4 de agosto de 2026 as 16:47

Polícia Civil prende servidor investigado por estupro de vulnerável em Boa Vista

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A Polícia Civil prende servidor investigado por estupro de vulnerável nesta segunda-feira (3), em Boa Vista. O homem, identificado pelas iniciais E. M. B., de 48 anos, também é investigado pelo crime de armazenamento de pornografia infantil. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após um trabalho de inteligência que localizou o suspeito no bairro Aracelis.

Segundo a Polícia Civil de Roraima, o investigado estava foragido da Justiça desde fevereiro deste ano, quando a prisão preventiva foi decretada pelo Juízo das Garantias da Vara de Crimes Contra Vulneráveis da Comarca de Boa Vista.

Investigações começaram em 2025

De acordo com o delegado titular da DPCA, Matheus Rezende, as investigações tiveram início no fim de 2025, depois que a mãe da adolescente procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.

Durante o inquérito policial, os investigadores apuraram que a vítima, atualmente com 14 anos, era submetida a abusos desde os 12 anos. O caso veio à tona após a adolescente relatar a violência sofrida no ambiente escolar, situação que motivou a comunicação às autoridades competentes.

A partir das informações coletadas, a equipe da DPCA aprofundou as investigações e reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva do investigado.

Perícia encontrou material de pornografia infantil

Além dos depoimentos e demais provas reunidas durante o inquérito, a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.

Os policiais recolheram aparelhos eletrônicos, que passaram por perícia técnica. Conforme a investigação, os exames identificaram arquivos contendo pornografia infantil armazenados nos dispositivos, fortalecendo os indícios já existentes contra o investigado.

Segundo o delegado Matheus Rezende, o conjunto probatório apresentado à Justiça foi suficiente para fundamentar a decretação da prisão preventiva.

“Com base nas provas produzidas durante o inquérito, representamos pela prisão preventiva do investigado. A medida foi decretada em fevereiro deste ano. No entanto, ele deixou o endereço conhecido e passou a ser considerado foragido”, explicou o delegado.

Trabalho de inteligência levou à prisão

Mesmo após o desaparecimento do investigado, as equipes da DPCA mantiveram o monitoramento e realizaram novos levantamentos de inteligência.

Depois de receber informações sobre o possível paradeiro do suspeito, os policiais organizaram um cerco tático em um quarteirão do bairro Aracelis. A operação terminou com a localização e prisão do homem, sem registro de resistência ou intercorrências.

Para o delegado, o resultado demonstra o compromisso da Polícia Civil no combate aos crimes praticados contra crianças e adolescentes.

“Mesmo após meses foragido, a investigação continuou. O trabalho de inteligência permitiu localizar o investigado e cumprir a ordem judicial, garantindo que ele responda pelos crimes perante a Justiça”, afirmou.

Investigado foi encaminhado ao sistema prisional

Após o cumprimento do mandado judicial, o servidor público foi conduzido à sede da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, onde a prisão foi formalizada.

Na sequência, ele passou por audiência de custódia. A Justiça homologou a prisão preventiva e determinou o encaminhamento do investigado ao Sistema Prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário enquanto o processo segue em andamento.

A Polícia Civil reforçou que denúncias envolvendo crimes contra crianças e adolescentes podem ser comunicadas às autoridades policiais e aos órgãos de proteção, contribuindo para a responsabilização dos autores e para a proteção das vítimas.

SECOM RORAIMA