Operação Geminus desarticula grupo ligado ao tráfico em Roraima
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) deflagrou nas primeiras horas desta quarta-feira (11) a Operação Geminus, uma ofensiva contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e pelo Departamento de Narcóticos (DENARC).
A Operação Geminus resultou no cumprimento de mandados judiciais, prisão de investigados, apreensão de dinheiro, joias, veículos e bens de alto valor, além do bloqueio de até R$ 77 milhões em contas bancárias ligadas aos suspeitos.
Mandados cumpridos em Boa Vista e Manaus
Durante a Operação Geminus, os policiais cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em Boa Vista e dois mandados em Manaus, com apoio da Polícia Civil do Amazonas.
Também foram expedidos três mandados de prisão preventiva.
Até o momento:
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dois investigados foram presos
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um suspeito permanece foragido
Em Boa Vista, as diligências ocorreram nos bairros:
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Paraviana
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Cauamé
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Jardim Tropical
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Caranã
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Doutor Sílvio Botelho
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Operário
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Asa Branca
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Jardim Primavera
Investigação começou após apreensão de 270 kg de drogas
De acordo com o delegado Julio Cesar da Rocha, a Operação Geminus é resultado de uma investigação que durou mais de um ano.
O trabalho começou após a apreensão de 270 quilos de skunk, conhecida como “supermaconha”, realizada em novembro de 2024.
A apreensão ocorreu com apoio do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar de Roraima.
Segundo o delegado, a investigação permitiu identificar os responsáveis pela droga e toda a estrutura logística do grupo criminoso.
Esquema utilizava empresas para lavar dinheiro
As investigações da Operação Geminus apontaram que os suspeitos utilizavam empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Entre os empreendimentos identificados estão:
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empresas do ramo de exportação de alimentos
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estabelecimentos ligados ao setor de churrascarias em Boa Vista
Esses negócios eram utilizados para movimentação financeira e lavagem de dinheiro.
Além disso, a investigação indicou o uso do modal aéreo, com aeronaves utilizadas para transporte de drogas.
Joias, dinheiro e moedas estrangeiras foram apreendidos
Durante as buscas realizadas na Operação Geminus, os policiais apreenderam diversos itens considerados de alto valor.
Entre os materiais apreendidos estão:
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grande quantidade de joias
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bolsas de marcas de luxo
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veículos
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documentos
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telefones celulares
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mais de R$ 30 mil em dinheiro

Também foram encontradas cédulas estrangeiras provenientes da Bolívia, Colômbia, Guiana e Venezuela, o que reforça a suspeita de ligação com o tráfico internacional de drogas.
Prisão em flagrante por crime contra a saúde pública
Durante o cumprimento de um dos mandados no bairro Paraviana, os policiais localizaram grande quantidade de medicamentos de uso terapêutico.
Diante da situação, três pessoas foram presas em flagrante por crime contra a saúde pública, previsto no Código Penal Brasileiro.
Entre os medicamentos apreendidos estavam substâncias como:
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Tirzepatida
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Lipoless
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Retatrutide

Segundo as investigações, há indícios de que os produtos tenham origem no Paraguai.
Investigação continua
A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio de até R$ 77 milhões nas contas bancárias ligadas aos investigados.
A medida busca enfraquecer a estrutura financeira da organização criminosa desarticulada pela Operação Geminus.
Todo o material apreendido foi encaminhado para perícia, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Os suspeitos presos devem passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (12).
Origem do nome da operação
O nome Operação Geminus vem do latim e significa “gêmeos”.
A denominação faz referência à participação de dois irmãos investigados como integrantes do grupo criminoso, que atuavam juntos na estrutura do tráfico de drogas e na movimentação financeira do esquema.
Fonte: SECOM RORAIMA