Polícia Civil localiza e prende principal investigado pela morte de mulher em menos de 24 horas após o crime, durante ação coordenada em Boa Vista
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) deflagrou, neste sábado (7), a Operação Celeritas, que resultou na prisão em flagrante do principal suspeito de envolvimento na morte de Regilane Souza da Silva, de 41 anos. O investigado, identificado pelas iniciais J.R.M.J., de 27 anos, foi localizado em menos de 24 horas após o início das diligências, reforçando a atuação rápida e integrada das forças de segurança pública no estado.
A operação foi coordenada pela Delegacia Geral de Homicídios (DGH), com apoio de agentes do 5º Distrito Policial, além da Polícia Militar de Roraima (PMRR) e da Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o delegado titular da DGH, João Evangelista, as investigações começaram ainda na sexta-feira (6), logo após o corpo da vítima ser encontrado em uma área de mata situada entre as avenidas Getúlio Vargas e Sebastião Diniz, na região central de Boa Vista.
A perícia técnica apontou que a morte pode ter ocorrido entre os dias 3 e 4 de fevereiro. Com o avanço das apurações, os investigadores chegaram à região conhecida como Beiral, local marcado por intenso fluxo de tráfico de drogas e presença de pessoas em situação de rua. Foi nesse ponto que o suspeito foi localizado.
Durante a abordagem policial, o homem portava uma bolsa feminina com objetos pessoais, o que reforçou as suspeitas de seu envolvimento no crime. Ao perceber a aproximação das equipes, ele tentou fugir descendo em direção a um córrego e resistiu à prisão, entrando em luta corporal com os agentes, mas acabou contido.
Ainda conforme a Polícia Civil, a vítima era usuária de drogas e estaria com uma quantia em dinheiro no momento do desaparecimento, o que pode ter motivado o crime. O suspeito também vive em situação de rua e possui extensa ficha criminal, com registros por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, roubo, posse irregular de arma de fogo e violência doméstica.
O delegado informou ainda que o investigado cumpria pena e havia progredido para o regime aberto, mas sofreu regressão recentemente devido ao mau comportamento e ao cometimento de faltas graves no sistema prisional. Em interrogatório, o suspeito negou participação direta na morte de Regilane, embora tenha admitido envolvimento em outros crimes.
As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias do homicídio. O suspeito passou por Audiência de Custódia neste domingo (8), quando a prisão em flagrante foi homologada e convertida em prisão preventiva.
O nome da operação, Celeritas, tem origem latina e significa celeridade e rapidez, simbolizando a resposta ágil das forças de segurança na elucidação do caso.
Referência: SECOM RORAIMA