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Boa Vista - RR, 2 de março de 2026 as 18:30

Mudanças climáticas alteram El Niño após 75 anos de metodologia

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As mudanças climáticas alteram El Niño

Até mesmo a forma como o fenômeno é oficialmente definido. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, anunciou uma nova metodologia para determinar a ocorrência de El Niño e La Niña.

A decisão ocorre após décadas de uso de um modelo considerado padrão internacional, que passou a apresentar distorções diante do aquecimento global acelerado.


Método antigo já não acompanhava o aquecimento global

Durante 75 anos, meteorologistas determinaram a ocorrência dos fenômenos com base na diferença das temperaturas registradas em três regiões específicas do Pacífico Tropical em comparação com uma média histórica considerada “normal”.

No entanto, as temperaturas do planeta vêm aumentando de forma constante e acelerada. Para tentar acompanhar essa realidade, a NOAA passou a atualizar o conceito de “normal” a cada cinco anos.

Mesmo assim, os especialistas constataram que o modelo já não refletia adequadamente as mudanças no padrão climático global.


Novo índice considera todas as regiões tropicais do Pacífico

Diante do cenário, a agência criou um novo índice de monitoramento. Agora, a temperatura média é comparada ao conjunto de todas as regiões tropicais do Oceano Pacífico.

A diferença de medição pode chegar a meio grau Celsius — variação considerada altamente significativa para a caracterização de eventos climáticos globais.

Essa atualização busca tornar a análise mais precisa em um contexto de aquecimento contínuo dos oceanos.


Impacto global das mudanças climáticas

O fenômeno El Niño influencia regimes de chuva, secas, furacões e temperaturas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Alterações na sua definição podem impactar previsões agrícolas, planejamento energético e estratégias de prevenção de desastres naturais.

Especialistas apontam que a reformulação metodológica evidencia como as mudanças climáticas já interferem até mesmo nos parâmetros científicos tradicionais usados há décadas.

Referência: Jovem Pan