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Boa Vista - RR, 26 de fevereiro de 2026 as 02:44

Ministra Cármen Lúcia defende democracia nos 94 anos da Justiça Eleitoral

Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

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Ministra Cármen Lúcia defende democracia em sessão histórica do TSE

A Ministra Cármen Lúcia defende democracia e a participação ampla da população nas eleições ao celebrar os 94 anos da Justiça Eleitoral, instituída em 24 de fevereiro de 1932. A declaração foi feita durante sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (24).

Ao abrir os trabalhos, a presidente da Corte destacou que a criação da Justiça Eleitoral marcou uma transformação decisiva no processo democrático brasileiro, especialmente com a promulgação do primeiro Código Eleitoral.

Segundo a ministra, a consolidação da democracia é resultado de um processo contínuo de resistência e participação popular.

“A resistência faz parte da luta democrática, especialmente para lembrar a necessidade de participação ampla de todas as pessoas na conquista democrática, que é diária, insistente e resistente”, afirmou.


94 anos da Justiça Eleitoral e o marco de 1932

A Justiça Eleitoral foi criada em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, com a publicação do primeiro Código Eleitoral brasileiro. A legislação estabeleceu regras mais claras para organização e fiscalização das eleições, combatendo práticas como:

  • Voto de cabresto

  • Coronelismo

  • Fraudes eleitorais sistemáticas

Cármen Lúcia ressaltou que, à época, o país enfrentava graves distorções no processo de votação.

“Havia gravíssimos vícios no processo eleitoral denunciados permanentemente”, pontuou.

A ministra afirmou que o Código Eleitoral abriu caminho para mudanças estruturais que sedimentaram a democracia brasileira.


Participação feminina ainda é desafio

Durante a sessão, foi exibido vídeo institucional destacando a trajetória das mulheres na política brasileira e os desafios ainda existentes.

O Brasil elegeu apenas uma mulher para a Presidência da República, em 2010: Dilma Rousseff.

Atualmente:

  • Mulheres representam 53% do eleitorado (82 milhões aptas a votar)

  • Apenas 34% das candidaturas são femininas

  • Somente 17% das eleitas são mulheres

  • No Congresso Nacional, a bancada feminina soma cerca de 18% dos parlamentares

  • Em 2024, apenas 733 dos 5.569 municípios elegeram prefeitas

A ministra observou que, embora o Código Eleitoral de 1932 tenha incluído o voto feminino, inicialmente havia restrições relacionadas a idade, estado civil e renda.

A Ministra Cármen Lúcia defende democracia também ao reforçar que a participação feminina é essencial para o fortalecimento institucional e para a representatividade política.


Defesa da urna eletrônica

Outro ponto central do discurso foi a defesa da urna eletrônica. A presidente do TSE lembrou que, já em 1932, o Brasil utilizava “máquinas de votar”, consideradas precursoras das atuais urnas eletrônicas.

“É o antecedente mais remoto do que hoje temos como urnas eletrônicas — seguras, confiáveis, auditáveis e plenamente reconhecidas em todo o mundo como um dos parâmetros de seriedade no processo de tomada de votos”, destacou.

O sistema eletrônico brasileiro é frequentemente citado como referência internacional em segurança e rapidez na apuração.

A Ministra Cármen Lúcia defende democracia ao reafirmar a confiabilidade do modelo eletrônico e a transparência do processo eleitoral.


Democracia como construção permanente

Ao celebrar os 94 anos da Justiça Eleitoral, Cármen Lúcia enfatizou que a democracia não é uma conquista definitiva, mas um processo permanente que depende da participação ativa da sociedade.

Ela reforçou que lembrar os marcos históricos serve para inspirar novas gerações a proteger e fortalecer as instituições.

A Ministra Cármen Lúcia defende democracia ao lembrar que a participação popular é elemento central para a legitimidade do sistema eleitoral.

Referência: TSE