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Boa Vista - RR, 11 de junho de 2026 as 14:41

Mais de 250 educadores conhecem concurso da Defensoria

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Tema da 6ª edição será a defesa dos direitos das mulheres; edital será lançado em 22 de junho

Mais de 250 professores, professoras, tuxauas e profissionais da educação indígena conheceram, na segunda-feira (8), a nova edição do Concurso de Redação da Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR). A apresentação ocorreu durante a Assembleia Extraordinária da Organização dos Professores Indígenas de Roraima (OPIRR), realizada no município de Amajari.

Coordenada pela Escola Superior da Defensoria Pública de Roraima (Esdep), a ação também passou por Pacaraima, onde a equipe esteve no Colégio Estadual Militarizado Cícero Vieira Neto para apresentar a iniciativa a estudantes e educadores.

Mobilização passou também no Colégio Militarizado Cícero Vieira Neto, em Pacaraima
Mobilização passou também no Colégio Militarizado Cícero Vieira Neto, em Pacaraima

 

Neste ano, o concurso terá como tema “Defensoria Pública de Roraima na Defesa dos Direitos da Mulher”. O edital será lançado oficialmente no próximo dia 22 de junho.

Em sua sexta edição, a iniciativa busca estimular a reflexão crítica entre estudantes da rede pública de ensino. Para o coordenador-geral da Esdep, Vilmar Silva, o concurso vai além da disputa por prêmios e contribui para a formação dos participantes.

“O concurso de redação é uma ferramenta que incentiva a leitura, a pesquisa e a produção do conhecimento. Quando o estudante escreve, desenvolve a capacidade de refletir, argumentar e expressar suas ideias. Esse aprendizado acompanha a pessoa por toda a vida”, afirmou.

A iniciativa contempla diferentes níveis de ensino e também reconhece estudantes, professores(as) orientadores(as) e escolas da rede pública estadual, incluindo as escolas indígenas.

 OPIRR DEBATE DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INDÍGENA

A participação da Esdep da DPE-RR na Assembleia Extraordinária da OPIRR permitiu que professores e lideranças indígenas conhecessem, em primeira mão, as regras voltadas para estudantes e escolas indígenas do concurso.

A assembleia reuniu representantes de diversas comunidades indígenas do Amajari para discutir os principais desafios enfrentados pelas escolas da região.

De acordo com o coordenador estadual da OPIRR, professor Esley Tenente, o encontro objetivou ouvir as comunidades e construir propostas para fortalecer a educação indígena.

“Realizamos assembleias em todas as regiões do estado para ouvir as lideranças. Ao final, elaboramos uma carta com as principais demandas das escolas e encaminhamos aos órgãos competentes”, explicou.

Para Esley, projetos que incentivam a escrita podem abrir novas oportunidades para estudantes indígenas. “Recebemos essa notícia com muita satisfação. Sou professor há mais de 20 anos e sempre vi concursos como oportunidades importantes para os alunos. Já tive estudantes premiados e sei o quanto isso pode marcar a trajetória deles”, disse.

Segundo ele, a participação também contribui para ampliar horizontes e fortalecer o conhecimento sobre direitos.

“Quando o estudante participa, passa a enxergar novas possibilidades para o futuro. No contexto indígena, precisamos formar cada vez mais jovens conscientes dos seus direitos e preparados para ocupar espaços na sociedade”, afirmou.

“Sempre vi concursos como oportunidades importantes”, diz professor Esley Tenente
“Sempre vi concursos como oportunidades importantes”, diz professor Esley Tenente

 

Responsável pelo acompanhamento pedagógico de 15 escolas estaduais indígenas da região do Amajari, a coordenadora pedagógica do Centro Regional Indígena Noemia Peres, Jaqueline Souza, acredita que o concurso pode revelar talentos que muitas vezes permanecem sem visibilidade nas comunidades.

“Temos muitos alunos talentosos. Muitas vezes, o que falta é oportunidade, incentivo e orientação para que eles possam mostrar seu potencial”, salientou.

Ela também avalia que o reconhecimento aos professores pode aumentar o engajamento das escolas. “Quando o professor também é reconhecido, o estímulo para participar cresce. Isso fortalece o trabalho desenvolvido dentro das escolas.”, disse Jaqueline.

A coordenadora afirmou que a rede pedagógica da região irá mobilizar as unidades de ensino para ampliar a participação no concurso. “Vamos divulgar o concurso, orientar os professores indígenas e incentivar os estudantes. Queremos que o maior número possível de escolas esteja representado. O mais importante é que os alunos tenham a oportunidade de mostrar seu talento e compartilhar suas ideias”, concluiu.

CCOM/DPE-RR