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Boa Vista - RR, 19 de outubro de 2026 as 18:29

Macron condena violência em protestos na França após saques

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Presidente promete ajuda a comerciantes, enquanto confrontos deixam milhares de detidos e centenas de estabelecimentos danificados

O presidente da França, Emmanuel Macron, condenou neste domingo (18) os atos de violência registrados durante os protestos que atingiram diversas cidades francesas no sábado (17). Em pronunciamento, o chefe de Estado afirmou que “nada justifica” os distúrbios e pediu que os responsáveis por saques e vandalismo não sejam confundidos com os manifestantes que apresentam reivindicações legítimas.

A onda de violência provocou confrontos com as forças de segurança, incêndios, depredação de prédios públicos e saques a estabelecimentos comerciais. Segundo informações divulgadas por autoridades francesas e pela imprensa internacional, cerca de 2,4 mil pessoas foram detidas, e aproximadamente mil policiais e integrantes das forças de segurança ficaram feridos. Os números podem variar conforme as atualizações oficiais. <Cite refs={[“turn115941search4″,”turn115941news23”]}/>

“Todos sentimos nesta noite raiva e vergonha. Ver as ruas de nossas cidades devastadas dessa maneira é insuportável”, declarou Macron, ao comentar os estragos provocados pelos episódios de violência.

O presidente também prometeu uma resposta rápida para auxiliar comerciantes prejudicados pelos saques e afirmou que o governo pretende avaliar falhas na prevenção dos distúrbios.

Macron admite restrições a manifestações

Diante da continuidade das tensões, Macron indicou que as autoridades poderão proibir determinadas manifestações nos próximos dias, caso considerem a medida necessária para preservar a segurança pública.

O presidente encarregou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, de avaliar a atuação das autoridades e identificar medidas para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer.

A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, também anunciou a criação de uma comissão parlamentar para investigar a violência e analisar a atuação das forças de segurança durante os protestos.

A resposta do governo ocorre em meio à pressão de opositores e representantes municipais, que cobram explicações sobre a dimensão dos confrontos e os danos registrados em diferentes regiões do país.

Novos confrontos são registrados em Paris e Lyon

Mesmo após os episódios de violência de sábado, a tensão continuou neste domingo. Em Paris, centenas de pessoas se reuniram na Praça da República, em uma concentração não autorizada pelas autoridades.

De acordo com a reportagem que divulgou as informações, cinco estabelecimentos foram saqueados durante os novos distúrbios. A polícia deteve 42 pessoas e utilizou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar os grupos.

Em Lyon, também houve confronto entre policiais e jovens que tentaram saquear uma loja de roupas de luxo.

Os atos de vandalismo do dia anterior atingiram estabelecimentos comerciais em várias cidades francesas. Segundo representantes do setor varejista citados pela imprensa internacional, aproximadamente 1,5 mil lojas e outros estabelecimentos foram danificados. <Cite refs={[“turn115941search2″,”turn115941search0”]}/>

Entre os episódios mais graves está o incêndio que atingiu a prefeitura de Limoges, causando danos severos ao edifício histórico. Em outras cidades, lojas, instalações públicas e espaços comerciais também foram alvo de depredação.

Jovens ficam gravemente feridos

Os confrontos também provocaram ferimentos graves. Conforme as informações divulgadas na reportagem original, um jovem de 17 anos perdeu uma das mãos após a explosão de uma granada em Saint-Étienne. Uma adolescente da mesma idade perdeu um dos olhos em Mulhouse.

Os casos ampliaram os questionamentos sobre o uso de equipamentos de dispersão pelas forças de segurança e sobre a condução das operações policiais durante as manifestações.

A comissão parlamentar anunciada pela presidência da Assembleia Nacional deverá analisar a violência e a atuação das autoridades, em meio à cobrança por esclarecimentos sobre os episódios.

Protestos aumentam pressão política sobre Macron

A crise ocorre a cerca de seis meses das eleições presidenciais francesas, previstas para 2027. Macron não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo, e o cenário político já é marcado pela disputa entre diferentes forças da direita e da esquerda.

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, criticou o governo e afirmou que o país enfrenta uma crise de confiança e de autoridade. Já Jean-Luc Mélenchon, representante da esquerda radical, cobrou uma resposta às reivindicações dos manifestantes e pediu que o governo não agrave a situação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou os acontecimentos e associou os distúrbios à imigração, defendendo regras migratórias mais rígidas. Essa associação foi apresentada como posicionamento político de Trump, não como uma conclusão comprovada sobre as causas dos protestos.

Custo de vida está entre as principais reivindicações

As manifestações reuniram estudantes, trabalhadores, sindicatos e outros grupos insatisfeitos com o aumento do custo de vida e as condições dos serviços públicos, especialmente na educação.

Embora os atos tenham contado com grande participação popular, os episódios de saques, incêndios e ataques a prédios públicos passaram a dominar o debate nacional.

Macron afirmou que as reivindicações legítimas precisam ser diferenciadas das ações de grupos envolvidos em violência. O governo enfrenta agora o desafio de restabelecer a segurança, apoiar os comerciantes atingidos e responder à insatisfação social sem ampliar a tensão política no país.

A situação permanece sob acompanhamento das autoridades francesas, enquanto forças de segurança e equipes municipais trabalham para conter novos distúrbios e reparar os danos provocados pelas manifestações.