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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 17:32

Lula dialoga com Canadá e México sobre crise na Venezuela

Ricardo Stuckert/PR

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Presidente brasileiro conversou por telefone com Mark Carney e Claudia Sheinbaum reforçando defesa do multilateralismo e soberania venezuelana

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve nesta quinta-feira (8) conversas por telefone com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para tratar da situação política e humanitária na Venezuela, intensificada após uma operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ex-líder Nicolás Maduro. As duas ligações ocorrem após Lula também conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre o mesmo tema.

Segundo nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula e Carney “trocaram impressões” sobre o cenário venezuelano e suas implicações regionais, repudiando o uso da força sem respaldo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. O presidente brasileiro ressaltou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente pelo seu povo e defendeu que a América do Sul permaneça uma zona de paz. Ambos os líderes também concordaram na necessidade de reformar instituições de governança global e avançar nas negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá. Carney aceitou o convite para visitar o Brasil em abril, quando os dois pretendem aprofundar relações bilaterais e cooperação econômica.

Na conversa com a presidente mexicana, Lula e Sheinbaum reafirmaram posições semelhantes, repudiando os ataques contra a soberania venezuelana e rejeitando qualquer visão que possa implicar uma divisão do mundo em “zonas de influência” ultrapassadas. Ambos reiteraram seu compromisso com o multilateralismo, o respeito ao direito internacional e o livre-comércio. Os líderes manifestaram ainda interesse em cooperar com a Venezuela em favor da paz, do diálogo e da estabilidade na região.

O Planalto informou que Lula convidou Sheinbaum para visitar o Brasil, e que as datas da viagem serão definidas pelas chancelarias dos dois países. Além disso, os mandatários concordaram em estabelecer cooperação no combate à violência contra a mulher, ampliando o escopo das relações bilaterais.

Essas conversas refletem a crescente mobilização diplomática da América Latina diante da crise venezuelana e das repercussões regionais de intervenções militares de potências estrangeiras, com foco na defesa da soberania e da resolução pacífica dos conflitos.

Fonte: Jovem Pan