Irã ataca curdos no Iraque e tensão no Oriente Médio aumenta
O governo do Irã anunciou nesta quinta-feira (5) que lançou mísseis contra quartéis de forças curdas na região autônoma do Curdistão iraquiano, ampliando ainda mais a escalada militar no Oriente Médio.
Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Irna, o Irã atacou curdos no Iraque utilizando três mísseis direcionados a bases de grupos considerados separatistas por Teerã.
A região atingida fica no norte do Iraque e abriga também bases militares dos Estados Unidos, o que aumenta o risco de ampliação do conflito regional.
Explosões atingem Teerã durante nova fase da guerra
Enquanto o Irã ataca curdos no Iraque, novas explosões foram registradas em Teerã, capital iraniana, após bombardeios atribuídos a Israel.
A ofensiva contra o Irã começou no último sábado, quando Israel e os Estados Unidos iniciaram uma operação militar de grande escala contra o país.
Segundo os dois governos, o objetivo da operação seria impedir o desenvolvimento de armas nucleares e neutralizar possíveis ataques planejados por Teerã.
A guerra ganhou contornos ainda mais graves após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ocorrida no primeiro dia dos bombardeios.
Irã responde com drones e mísseis
Após os ataques iniciais, o Irã respondeu com lançamentos de drones e mísseis contra Israel e alvos ligados aos Estados Unidos no Golfo.
De acordo com autoridades israelenses, o número de mísseis disparados pelo Irã diminuiu nos últimos dias.
Mesmo assim, novas salvas foram registradas nesta quinta-feira.
O presidente americano Donald Trump afirmou que os aliados estão em posição de força no conflito.
“Agora estamos em uma posição de força”, declarou Trump.
Ataques também atingem Líbano e ampliam guerra regional
O conflito também se expandiu para o Líbano.
Israel realizou novos bombardeios em áreas do sul do país e também na capital Beirute, reduto do grupo armado Hezbollah, aliado do Irã.
O Hezbollah iniciou ataques contra Israel após a morte de Khamenei, afirmando agir em retaliação.
Com isso, o conflito passou a envolver vários países e grupos armados da região.
Estreito de Ormuz segue bloqueado
Outro ponto crítico da crise é o bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.
A passagem marítima, por onde circulam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, está sob controle da Guarda Revolucionária do Irã.
A paralisação do tráfego marítimo tem provocado preocupação global com o impacto nos preços de energia e na economia internacional.
Economia mundial já sente impactos da guerra
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, alertou que a guerra está colocando a economia mundial “à prova”.
Alguns reflexos já foram registrados:
-
queda histórica da Bolsa de Seul
-
criação de fundo emergencial pelo governo da Coreia do Sul
-
decisão da China de suspender exportações de diesel e gasolina
Segundo analistas, o conflito pode gerar escassez de combustíveis e aumento nos preços da energia globalmente.
Navio de guerra iraniano foi afundado por submarino americano
Em meio ao confronto, um submarino dos Estados Unidos afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico.
O ataque resultou na morte de pelo menos 87 marinheiros iranianos, segundo autoridades do Sri Lanka, que coordena as operações de resgate.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou a ação como uma “atrocidade”.
“Os Estados Unidos lamentarão amargamente o precedente que criaram”, afirmou o chanceler.
Cidades do Golfo enfrentam impacto da guerra
A escalada militar também afetou países do Golfo.
Cidades como:
-
Dubai
-
Riade
registraram fechamento de embaixadas, cancelamento de voos e interrupção de atividades comerciais.
Além disso, ataques a refinarias e petroleiros aumentaram a tensão na região.
Teerã vive clima de cidade fantasma
Com os bombardeios constantes, muitos moradores deixaram Teerã.
Quem permaneceu evita sair às ruas.
Segundo relatos publicados em redes sociais, a cidade apresenta forte presença de patrulhas policiais e ruas praticamente vazias.
O funeral de Estado do aiatolá Ali Khamenei foi adiado pelas autoridades iranianas.
Mesmo assim, manifestações de apoio ao regime ocorreram em diversas cidades do país.
Durante os protestos, participantes exibiram cartazes com frases contra os Estados Unidos e Israel.
Referência: Jovem Pan