Plantando informação de qualidade.

Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 12:21

Hugo Motta promete avançar com PEC que integra servidores dos ex-territórios aos quadros da União

Compartilhe:

Hugo Motta promete avançar com PEC que integra servidores dos ex-territórios aos quadros da União

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que vai dar andamento à tramitação da PEC 47/2023, proposta que permite integrar servidores dos antigos territórios federais de Roraima, Amapá e Rondônia aos quadros da administração pública da União.

A proposta já havia sido aprovada pelo Senado Federal em 2023, mas estava parada na Câmara desde então.

Segundo Motta, o texto passará inicialmente pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, em seguida, deverá ser discutido por uma comissão especial antes de seguir para votação em plenário.


Anúncio foi feito em reunião com bancadas dos estados

O anúncio foi feito durante um encontro realizado nesta quinta-feira (5) com parlamentares das bancadas dos três estados envolvidos e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Na ocasião, Hugo Motta afirmou que pretende dar prioridade à tramitação da proposta.

“Sabemos que há sobre a PEC a discussão do tamanho do impacto fiscal. Do lado do Ministério da Fazenda há uma estimativa de impacto, do lado dos servidores há outro número, e as bancadas não têm uma precisão sobre isso. Mas quero dizer que essa matéria, a partir de hoje, estará na ordem do dia”, declarou.


PEC busca corrigir situação de servidores dos ex-territórios

A PEC 47/2023 trata da situação de servidores que trabalharam nos antigos territórios federais antes da transformação dessas regiões em estados.

A proposta busca permitir que esses profissionais sejam definitivamente integrados ao quadro da administração pública federal.

O tema é considerado sensível, principalmente em estados da região Norte, onde muitos servidores ainda aguardam a regularização da situação funcional.


Davi Alcolumbre fala em “injustiça histórica”

Durante o encontro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a aprovação da proposta representará a correção de uma injustiça histórica.

“Espero neste ano estar em uma sessão solene para promulgar essa emenda constitucional e corrigir, em definitivo, essa injustiça histórica com o povo do Amapá, de Rondônia e de Roraima”, afirmou.


Impacto fiscal ainda é ponto de debate

Um dos pontos de discussão sobre a PEC envolve o impacto fiscal da medida.

Segundo Hugo Motta, existem divergências entre as estimativas apresentadas pelo governo federal e pelos representantes dos servidores.

Enquanto o Ministério da Fazenda aponta um determinado custo para a incorporação dos servidores, entidades que representam os trabalhadores afirmam que o impacto seria menor.

O tema deverá ser debatido durante a tramitação da proposta nas comissões da Câmara.


Próximos passos da tramitação

Para que a PEC seja aprovada, ela precisará passar por várias etapas no Congresso Nacional:

  1. Análise na CCJ da Câmara

  2. Discussão em comissão especial

  3. Votação em dois turnos no plenário da Câmara

  4. Promulgação pelo Congresso Nacional

Como o texto já foi aprovado pelo Senado, não será necessário retornar para nova votação naquela Casa, caso a Câmara mantenha o conteúdo original.

Fonte: Camara dos Deputados