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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 10:10

Hong Kong ordena investigação após incêndio que matou 151

Reprodução

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Hong Kong cria comitê independente após incêndio que deixou 151 mortos

O governo de Hong Kong determinou a criação de um comitê independente para investigar as causas do incêndio devastador que matou pelo menos 151 pessoas no complexo habitacional Wang Fuk Court. A decisão foi anunciada pelo chefe do Executivo, John Lee, após a tragédia, considerada o incêndio mais mortal registrado na cidade em mais de sete décadas.

O fogo começou na última quarta-feira e consumiu sete dos oito blocos do condomínio, que passava por uma grande reforma. Os primeiros resultados da investigação revelaram que a rede protetora instalada ao redor dos prédios não cumpria os requisitos de retardante de chamas, o que pode ter contribuído para a rápida propagação das chamas entre as torres.

Até o momento, 13 pessoas foram presas por suspeita de homicídio culposo, incluindo diretores da construtora responsável pela obra. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar, já que equipes continuam a recuperar corpos nos edifícios.

John Lee afirmou que o comitê será liderado por um juiz e terá como missão promover uma “reforma abrangente” para evitar que tragédias semelhantes voltem a ocorrer. Questionado sobre sua permanência no cargo, o líder evitou responder diretamente e destacou a necessidade de mudanças profundas:
“É uma tragédia e identificamos falhas em várias etapas. Justamente por isso precisamos agir com seriedade para corrigir todas essas brechas”, declarou.

O incêndio levou cerca de 40 horas para ser totalmente controlado, exigindo o trabalho de mais de 2 mil bombeiros. No mesmo dia em que as chamas foram extintas, a polícia iniciou a coleta de provas nos prédios. A investigação deve durar entre três e quatro semanas.

Relatos de moradores indicam que os alarmes de incêndio não funcionaram quando o fogo começou. A confirmação veio do serviço de bombeiros, que constatou falhas no sistema de alarme dos oito blocos. Como medida imediata, o Departamento de Edificações de Hong Kong suspendeu temporariamente os trabalhos em 30 projetos privados enquanto aguarda os resultados da investigação.

Redação