Medida alcança 75 países, incluindo o Brasil, e começa em 21 de janeiro, afetando apenas quem deseja residir permanentemente nos Estados Unidos.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a suspensão da emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A decisão foi divulgada inicialmente pela Fox News Digital e confirmada posteriormente pela porta-voz Karoline Leavitt, por meio de publicação no X (antigo Twitter). A medida começará a vigorar em 21 de janeiro e não tem previsão de encerramento.
Segundo justificativa oficial, o governo norte-americano pretende assegurar que novos imigrantes não se tornem dependentes de assistência social financiada com recursos públicos. Nas últimas décadas, o país tem intensificado a triagem de requerentes de residência permanente, alegando que parte dos programas sociais federais e estaduais tem sido pressionada pelo aumento de demanda de estrangeiros recém-chegados.
A suspensão afeta exclusivamente vistos classificados como de imigrante, categoria destinada a pessoas que pretendem residir de forma permanente nos Estados Unidos. Estão nesse grupo, por exemplo, quem se casa com um cidadão norte-americano, candidatos a green card por vínculo familiar, além de casos de trabalho permanente.
Vistos de não imigrante que incluem turistas, estudantes, atletas, viajantes a negócios e acadêmicos não foram mencionados na lista de restrições. Assim, brasileiros com viagens turísticas marcadas ou planos de intercâmbio continuam sujeitos às regras atuais, sem alteração imediata no processo.
Embora a lista completa de países não tenha sido divulgada oficialmente, informações preliminares citam Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen entre os 75 afetados. Documentos internos do Departamento de Estado, mencionados pela Fox News, orientam funcionários consulares a recusarem solicitações de acordo com a legislação vigente enquanto novos critérios são reavaliados.
O anúncio ocorre em meio a um cenário político tenso e à retomada de discursos nacionalistas nos Estados Unidos. A medida tem sido interpretada por analistas como parte de uma estratégia de endurecimento nas regras migratórias, especialmente voltada ao controle de benefícios públicos e à segurança de fronteiras.
Referência: https://www.state.gov/