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Boa Vista - RR, 7 de maio de 2026 as 08:38

Estudo clínico para lesão na medula espinhal é aprovado pela Anvisa e Ministério da Saúde

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Estudo clínico para lesão na medula espinhal é aprovado pela Anvisa e Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde e a Anvisa anunciaram nesta segunda-feira (05) a aprovação de um estudo clínico para lesão na medula espinhal, considerado um marco regulatório e científico no Brasil. A pesquisa vai avaliar, em fase 1, a segurança do uso da polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM).

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle. O avanço pode abrir caminho para uma terapia inédita no país voltada à regeneração da medula espinhal, com potencial impacto direto no Sistema Único de Saúde (SUS).


Como será o estudo clínico para lesão na medula espinhal

Nesta primeira fase, o estudo clínico para lesão na medula espinhal envolverá cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos.

Os participantes deverão apresentar:

  • Lesão medular aguda completa

  • Comprometimento torácico entre as vértebras T2 e T10

  • Indicação cirúrgica em até 72 horas após a lesão

O objetivo principal é avaliar a segurança da aplicação da polilaminina e identificar possíveis riscos antes da ampliação da pesquisa para fases posteriores.

Os locais onde o estudo será realizado ainda serão definidos pela empresa patrocinadora.


O que é a polilaminina

A polilaminina é uma proteína presente em diversos organismos, inclusive no corpo humano. Pesquisadores investigam seu potencial na regeneração tecidual e funcional da medula espinhal.

O estudo clínico para lesão na medula espinhal é resultado de anos de pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.

Estudos pré-clínicos já demonstraram resultados promissores na recuperação de movimentos em modelos experimentais.


Investimento público e soberania científica

Segundo o Ministério da Saúde, o desenvolvimento do estudo clínico para lesão na medula espinhal reforça a soberania científica nacional.

O projeto recebeu investimentos públicos para consolidação da base científica antes da aplicação em humanos.

O ministro Alexandre Padilha destacou que a aprovação representa esperança para pessoas com lesão medular aguda e crônica.

“Cada avanço científico e tecnológico renova a esperança e reforça o compromisso com o fortalecimento da pesquisa clínica no país.”

Já o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que a pesquisa foi priorizada pelo comitê de inovação da agência, contribuindo para a redução de 60% no tempo de aprovação de estudos clínicos nos últimos meses.


Segurança e monitoramento

Durante o estudo clínico para lesão na medula espinhal, todos os eventos adversos serão monitorados de forma rigorosa.

A empresa patrocinadora será responsável por:

  • Coletar dados clínicos

  • Monitorar reações adversas

  • Avaliar riscos

  • Garantir segurança dos participantes

Somente após a confirmação da segurança do tratamento a pesquisa poderá avançar para novas fases.


Histórico do projeto

Em 2023, o projeto já havia obtido aprovação ética para testes clínicos envolvendo células-tronco mesenquimais, hematopoéticas e neurais aplicadas à regeneração de lesões raquimedulares.

A autorização atual representa o primeiro passo efetivo para aplicação em pacientes dentro do novo protocolo com polilaminina.


O que são estudos clínicos

Estudos clínicos são investigações científicas realizadas com seres humanos para avaliar a segurança e eficácia de medicamentos, vacinas ou procedimentos.

Antes de chegar a essa fase, o produto passa por:

  1. Testes laboratoriais (in vitro)

  2. Testes em modelos animais (in vivo)

  3. Avaliação ética

  4. Autorização regulatória da Anvisa

O estudo clínico para lesão na medula espinhal inicia agora a fase 1, considerada a etapa inicial em humanos.


Impacto para o SUS

Se os resultados forem positivos, a terapia poderá futuramente ser incorporada ao Sistema Único de Saúde, ampliando o acesso ao tratamento de lesões medulares no Brasil.

O projeto reforça a integração entre:

  • Universidades públicas

  • Indústria farmacêutica nacional

  • Agência reguladora

  • Sistema público de saúde

Referência: Ministério da saúde