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Boa Vista - RR, 23 de fevereiro de 2026 as 18:29

Entorses repetidas de tornozelo: por que você vive virando o pé?

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Virar o pé ao caminhar, correr ou praticar esportes é uma situação relativamente comum. O problema surge quando as entorses repetidas de tornozelo passam a fazer parte da rotina. Nesses casos, o quadro pode indicar uma condição chamada instabilidade crônica do tornozelo.

As entorses repetidas de tornozelo não devem ser encaradas como algo normal ou inevitável. Na maioria das vezes, elas sinalizam que os ligamentos laterais da articulação não cicatrizaram adequadamente após uma lesão anterior, comprometendo a estabilidade da região.

O que causa entorses repetidas de tornozelo?

Após a primeira torção, especialmente quando não há tratamento correto, os ligamentos podem ficar frouxos ou cicatrizar de maneira inadequada. Isso faz com que pequenos desníveis do solo, movimentos bruscos ou até caminhadas simples aumentem o risco de novas lesões.

Além da lesão ligamentar mal tratada, outros fatores contribuem para as entorses repetidas de tornozelo:

  • Fraqueza muscular, principalmente dos músculos estabilizadores

  • Perda da propriocepção (capacidade de perceber a posição do pé no espaço)

  • Alterações biomecânicas

  • Retorno precoce ao esporte sem reabilitação

Cada nova torção pode gerar danos adicionais aos ligamentos, à cartilagem e até aos tendões, criando um ciclo de instabilidade progressiva.

Quando deixa de ser apenas um incômodo

Nem sempre a instabilidade provoca dor intensa constante. Muitos pacientes relatam apenas sensação de insegurança ao caminhar ou a impressão de que o pé “falha” com facilidade.

Com o tempo, porém, as entorses repetidas de tornozelo podem evoluir para:

  • Dor crônica

  • Inchaço persistente

  • Limitação funcional

  • Dificuldade para praticar atividades físicas

Se não tratada, a instabilidade pode levar a complicações como lesões da cartilagem do tálus e até artrose precoce.

Como evitar novas torções

O tratamento inicial costuma ser conservador. A fisioterapia tem papel central, com foco em:

  • Fortalecimento muscular

  • Treino de equilíbrio

  • Recuperação da propriocepção

O uso temporário de tornozeleiras pode auxiliar no retorno às atividades, mas não substitui a reabilitação adequada.

Quando a instabilidade persiste mesmo após tratamento conservador, é essencial procurar avaliação especializada. Em alguns casos, pode ser indicada cirurgia para reconstrução ligamentar, restaurando a estabilidade da articulação.

Viver “virando o pé” não é normal. Identificar e tratar corretamente as entorses repetidas de tornozelo é fundamental para preservar a função da articulação e evitar problemas futuros.

Referência: Joven Pan