Tomate registra queda de 15,85% nos preços nas Ceasas; frutas também ficam mais baratas
Boletim da Conab aponta aumento da oferta do tomate durante a safra de inverno e redução nos preços de melancia, laranja e maçã nas principais Centrais de Abastecimento do país
Os consumidores brasileiros encontraram preços mais baixos para o tomate nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) durante o mês de junho. Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda no preço do tomate alcançou 15,85% na média ponderada das comercializações no atacado, reduzindo o valor médio do produto para R$ 5,59 por quilo.
Os dados fazem parte do 7º Boletim Hortigranjeiro, elaborado pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). Além do tomate, outras frutas importantes para o consumo das famílias brasileiras, como melancia, laranja e maçã, também apresentaram redução nas cotações em grande parte das Ceasas pesquisadas.
Maior oferta impulsionou queda no preço do tomate
De acordo com a Conab, a principal razão para a queda no preço do tomate foi o aumento da oferta provocado pela intensificação da safra de inverno. Embora as temperaturas mais baixas tenham reduzido a velocidade de maturação dos frutos, o volume disponível para comercialização cresceu significativamente.
O maior recuo foi registrado na Ceasa de Recife (PE), onde os preços apresentaram redução de 61,32% na média ponderada do período.
Segundo o boletim, o aumento da disponibilidade do produto contribuiu diretamente para equilibrar o abastecimento e reduzir as cotações em praticamente todo o país.
Batata apresenta estabilidade após meses de alta
Entre as hortaliças monitoradas pela Conab, a batata iniciou um movimento de estabilização após sucessivos aumentos registrados desde fevereiro.
Mesmo encerrando junho com leve alta de 1,81% na média nacional, seis das onze Ceasas analisadas registraram redução nos preços, com destaque para:
- Goiânia (GO): -12,53%;
- Curitiba (PR): -11,61%;
- Rio Branco (AC): -8%;
- Recife (PE): -6,29%;
- São Paulo (SP): -4,43%;
- Belo Horizonte (MG): -2,42%.
O comportamento é explicado pelo avanço da colheita nas principais regiões produtoras do país.
Cenoura, cebola e alface tiveram comportamentos diferentes
Enquanto a cenoura apresentou praticamente estabilidade, com crescimento médio de apenas 0,83%, algumas regiões registraram fortes oscilações.
As maiores quedas ocorreram em:
- Rio Branco (AC): -17,62%;
- Vitória (ES): -12,79%.
Por outro lado, Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) registraram aumentos expressivos.
Já a cebola manteve a tendência de valorização observada desde março e fechou junho com alta média de 8,46%. O avanço ocorre em função da substituição gradual da produção da Região Sul pelas safras de Minas Gerais e São Paulo.
A alface também voltou a subir de preço após dois meses consecutivos de queda. A alta média foi de 11,99%, influenciada principalmente pela redução da oferta durante o inverno.
Melancia lidera queda entre as frutas
Entre as frutas pesquisadas, a melancia apresentou a maior redução de preços.
A média nacional caiu 24,02%, reflexo da diminuição do consumo durante o inverno, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a fruta ficou até 32% mais barata em relação ao mês anterior.
Laranja e maçã também registram redução
A pesquisa aponta ainda que a laranja apresentou queda média de 13,20% nas Ceasas brasileiras.
Segundo a Conab, o comportamento do mercado está relacionado à regularização dos estoques de suco e à menor demanda internacional.
Já a maçã acumulou redução média de 2,81%, impulsionada pelo aumento da oferta da variedade Fuji produzida principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Banana foi a única fruta com aumento nos preços
Na contramão das demais frutas pesquisadas, a banana registrou aumento médio de 2,10%.
A elevação ocorreu devido à diminuição da oferta provocada pelas temperaturas mais baixas nas regiões produtoras, principalmente em Minas Gerais, onde houve redução de aproximadamente 11% na disponibilidade do produto.
Exportações brasileiras seguem em crescimento
Além do comportamento do mercado interno, o boletim destaca o bom desempenho das exportações brasileiras de frutas.
No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 632,85 mil toneladas, crescimento de 13% em comparação com o mesmo período de 2025.
O faturamento alcançou US$ 775 milhões, representando alta de 19,2%.
Os principais destaques foram:
- Manga: crescimento de 38%;
- Abacate: aumento de 93%;
- Maçã: expansão de 225%.
Segundo a Conab, os números demonstram a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional, ao mesmo tempo em que o abastecimento interno permanece equilibrado para diversos produtos hortigranjeiros.
Fonte: gov.br/conab