O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para tornar Cláudio Castro inelegível por oito anos, após julgamento realizado nesta terça-feira (24). A decisão foi tomada por 5 votos a 2, com base em acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Com o resultado, o ex-governador do Rio de Janeiro fica impedido de disputar cargos públicos até 2030, o que inviabiliza sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano.
Maioria do TSE reconhece irregularidades
A maioria dos ministros acompanhou o entendimento da relatora sobre a existência de irregularidades no processo eleitoral. Votaram pela condenação nomes como Cármen Lúcia, Isabel Gallotti e Estela Aranha, além dos ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira.
Já os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça divergiram. Nunes Marques apontou falta de provas suficientes, enquanto Mendonça reconheceu irregularidades, mas questionou a participação direta de Castro no esquema.
Decisão impacta cenário político
A decisão ocorre em um momento estratégico, já que Castro havia renunciado ao cargo de governador na segunda-feira (23) para se lançar como pré-candidato ao Senado.
Segundo o processo, o ex-governador teria se beneficiado de contratações consideradas irregulares durante a gestão, o que teria gerado vantagem eleitoral.
Defesa contesta decisão e anuncia recurso
Após o julgamento, Castro afirmou que recebeu a decisão com “inconformismo” e disse que pretende recorrer.
Em manifestação pública, ele declarou que sempre atuou dentro da legalidade e que as acusações não tiveram influência no resultado eleitoral.
Julgamento teve interrupções e retomada
O caso foi retomado nesta semana após ter sido suspenso por pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques. Até então, o placar estava em 2 a 0 pela condenação.
Com a retomada, novos votos consolidaram a maioria pela inelegibilidade.
O processo também envolve investigações sobre contratações em órgãos como a Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com impacto financeiro significativo.
Fonte: Jovem Pan