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Boa Vista - RR, 3 de fevereiro de 2026 as 21:44

Catarata atinge 9 em cada 10 idosos; cirurgia devolve a visão

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Cirurgia moderna é rápida, segura e devolve a visão com precisão, melhorando a qualidade de vida na terceira idade

A catarata é uma das doenças oculares mais comuns entre pessoas idosas e afeta cerca de nove em cada dez indivíduos ao longo da vida. A condição está diretamente relacionada ao envelhecimento natural do cristalino, a lente transparente localizada dentro do olho, que com o passar do tempo perde sua transparência e se torna opaca. Como consequência, surgem sintomas como visão embaçada, dificuldade para ler, sensibilidade excessiva à luz, redução da nitidez das cores e prejuízo na realização de atividades cotidianas.

Apesar de ser considerada inevitável com o avanço da idade, a catarata é plenamente tratável. Atualmente, a cirurgia é o único método eficaz para restaurar a visão comprometida. O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular artificial. Trata-se de uma intervenção rápida, segura e realizada com anestesia local, permitindo recuperação visual em poucos dias na maioria dos casos.

Embora a idade seja o principal fator de risco, outros elementos podem acelerar o desenvolvimento da catarata, como diabetes, tabagismo, uso prolongado de corticoides, exposição excessiva à radiação solar e histórico familiar. O início da doença costuma ser gradual e silencioso, o que faz com que muitos pacientes adiem a busca por atendimento especializado. No entanto, postergar o tratamento pode dificultar o procedimento cirúrgico e aumentar o risco de complicações.

A evolução da tecnologia transformou a cirurgia de catarata em um dos procedimentos mais precisos da oftalmologia moderna. A técnica de facoemulsificação, que utiliza ultrassom para fragmentar o cristalino, é amplamente utilizada e proporciona recuperação rápida. Além disso, há diferentes tipos de lentes intraoculares, como monofocais, multifocais e tóricas, capazes de corrigir problemas associados, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Em muitos casos, o paciente reduz significativamente ou até elimina a necessidade de óculos após a cirurgia.

Consultas regulares com o oftalmologista são fundamentais para o diagnóstico precoce e a definição do momento ideal para a intervenção. Especialistas recomendam avaliações anuais a partir dos 55 anos ou antes, no caso de pessoas com fatores de risco. Ao ser tratada no tempo adequado, a catarata deixa de ser um obstáculo e se torna uma condição plenamente superável, garantindo mais autonomia, segurança e qualidade de vida na terceira idade.

Referência: Jovem Pan