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Boa Vista - RR, 25 de junho de 2026 as 12:31

Casos de dengue caem 30% em Roraima no ano de 2025

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Estado reduziu notificações prováveis da doença e ampliou ações de vigilância, embora últimos três meses tenham registrado aumento

Roraima encerrou o ano de 2025 com uma redução expressiva nos casos prováveis de dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o número caiu de 715 registros em 2024 para 501, resultando em uma queda de 29,9% no comparativo anual. A marca demonstra avanço nas estratégias de vigilância epidemiológica e no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Para o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, José Vieira Filho, os números refletem o fortalecimento das ações desenvolvidas em parceria entre Estado e municípios. As equipes atuaram de forma integrada na supervisão das atividades de rotina, na execução do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) e na capacitação dos profissionais que atuam no atendimento e controle das arboviroses.

Ao longo de 2025, foram realizadas 43 visitas técnicas aos 15 municípios do Estado, com acompanhamento presencial e monitoramento contínuo da situação epidemiológica. Além disso, 280 médicos foram capacitados em manejo clínico da dengue e outras arboviroses, ampliando a capacidade da rede de saúde de identificar precocemente sintomas, orientar pacientes e reduzir o risco de agravamento.

Apesar dos resultados positivos no acumulado do ano, o final de 2025 ligou o sinal de alerta. Entre outubro e dezembro, houve aumento de 72% nos casos prováveis em comparação com o mesmo período de 2024. De 62 registros no trimestre anterior, o número saltou para 107, puxado principalmente por fatores climáticos e chuvas fora de época, que favoreceram a proliferação do mosquito.

O último LIRAa [Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti] apontou seis municípios em alto risco para epidemia de dengue: Alto Alegre, Amajari, Iracema, Pacaraima, São João da Baliza e São Luiz. Quatro municípios ficaram em médio risco (Boa Vista, Cantá, Caroebe e Mucajaí) e cinco em baixo risco (Bonfim, Caracaraí, Rorainópolis, Normandia e Uiramutã).

A vacinação também integra as estratégias de prevenção. O Ministério da Saúde definiu como público prioritário crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com aplicação preferencial nas Unidades Básicas de Saúde. No entanto, autoridades reforçam que a vacina não substitui a eliminação de criadouros e o cuidado com sintomas, especialmente febre alta, dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.

Fonte: ASCOM/RR