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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 10:16

Cartilha “Game Over Cyberbullying” chega às escolas

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Cartilha “Game Over Cyberbullying” orienta estudantes sobre combate à violência digital em Roraima

Uma cartilha educativa elaborada em parceria entre a Defensoria Pública do Estado de Roraima e o curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima busca orientar estudantes, professores e famílias sobre como identificar, prevenir e enfrentar o cyberbullying.

O material, intitulado “Game Over Cyberbullying”, apresenta um guia prático com estratégias para combater a violência digital, problema cada vez mais presente em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos on-line.

A iniciativa foi desenvolvida como projeto de conclusão de curso do jornalista Tiago Côrtes, com apoio da Defensoria Pública.


Cartilha explica como identificar situações de cyberbullying

O cyberbullying ocorre quando agressões, humilhações ou perseguições são realizadas por meio de plataformas digitais.

Embora aconteça no ambiente virtual, os impactos para as vítimas podem ser semelhantes aos do bullying presencial, incluindo danos emocionais, psicológicos e sociais.

Segundo o autor da cartilha, o material busca esclarecer situações que muitas vezes são tratadas como “brincadeira”, mas que podem configurar violência.

“Percebi que muitos materiais existentes são apenas administrativos. A cartilha traz um passo a passo de como combater o cyberbullying e explica situações que podem ser consideradas violência digital”, explicou Tiago Côrtes.

Entre os exemplos citados está a criação de figurinhas ofensivas com fotos de colegas ou o compartilhamento de conteúdos que exponham estudantes ao ridículo em aplicativos de mensagens.


Material utiliza linguagem inspirada em jogos

O guia foi elaborado com uma estética inspirada em games, o que facilita a compreensão e aproxima o conteúdo do público jovem.

A proposta é transformar o combate ao cyberbullying em uma espécie de “jornada”, em que os leitores percorrem etapas até “vencer” a violência digital.

Segundo especialistas envolvidos no projeto, o formato lúdico ajuda a tornar o conteúdo mais acessível para estudantes de diferentes idades.


Projeto contou com apoio da Escola Superior da Defensoria

A construção da cartilha também contou com apoio da Escola Superior da Defensoria Pública de Roraima.

De acordo com o coordenador da Esdep, Vilmar Silva, materiais educativos como cartilhas são importantes ferramentas de conscientização.

“As cartilhas utilizam uma metodologia lúdica que facilita o entendimento do público jovem sobre temas delicados e importantes”, destacou.


Projeto da Defensoria já atua nas escolas

A Defensoria Pública já desenvolve iniciativas voltadas ao combate ao bullying nas escolas.

Entre elas está o projeto Descomplica, que promove oficinas em escolas públicas com debates sobre convivência, respeito e construção de ambientes de paz.

A psicóloga da Defensoria, Dellyane Torres, que participa do projeto, também colaborou na elaboração da cartilha, especialmente no capítulo dedicado à saúde mental.

“Precisamos promover cada vez mais saúde mental, bem-estar e acesso aos direitos. Essa cartilha será uma ferramenta importante nesse processo”, afirmou.


Cartilha apresenta seis fases para combater o cyberbullying

O guia educativo apresenta seis fases principais para enfrentar a violência digital dentro da comunidade escolar.

Entre os pontos abordados estão:

  • diferenças entre bullying e cyberbullying

  • como identificar a intenção de ofender

  • exemplos de situações que configuram violência digital

  • estratégias de prevenção dentro das escolas

  • participação da família e da comunidade escolar

  • orientação sobre como denunciar casos de cyberbullying

O material também explica que a violência digital pode incluir:

  • exposição vexatória

  • perseguição virtual

  • ataques repetidos nas redes sociais

  • divulgação de conteúdos ofensivos ou humilhantes


Guia também orienta sobre denúncias

Outro ponto importante da cartilha é a orientação sobre quando e como denunciar situações de cyberbullying.

O material indica que casos mais graves podem ser comunicados a órgãos responsáveis pela proteção de direitos, como:

  • Conselho Tutelar

  • Ministério Público

  • Defensoria Pública

A orientação é que estudantes, pais e professores procurem ajuda sempre que houver violação de direitos ou impactos emocionais nas vítimas.


Educação midiática fortalece cidadania digital

A cartilha também integra o campo da educação midiática, que incentiva o uso crítico e responsável das redes sociais.

Esse tipo de iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento das plataformas digitais e os riscos envolvidos na comunicação on-line.

Segundo os organizadores, o jornalismo também desempenha papel importante nesse processo ao promover cidadania digital e conscientização social.

Fonte: DPER/RR