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Boa Vista - RR, 16 de fevereiro de 2026 as 18:25

Carnaval de São Paulo 2025: desfiles têm religiosidade e homenagens a povos originários

© Paulo Pinto/Agência Brasil

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As escolas de samba do Grupo Especial encerram os desfiles do Sambódromo do Anhembi na noite deste sábado (14) e madrugada de domingo (15), a partir das 22h30. Sete das 14 agremiações da elite do carnaval paulistano retornam à avenida com enredos que destacam religiosidade, ancestralidade e homenagens a personalidades da cultura brasileira.

A apuração das notas está prevista para terça-feira (17), às 16h.

Ordem dos desfiles

Império da Casa Verde (22h30)
Décima primeira colocada em 2024, a escola abre a noite com o enredo Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-brasileiras, relembrando a escravidão, a tradição da ourivesaria africana e as lutas pela liberdade.

Águia de Ouro (23h35)
Sétima colocada no ano passado, a agremiação apresenta Mokum Amsterdã – O Voo da Águia à Cidade Libertária, com referências à capital holandesa e ao pintor Vincent van Gogh, incluindo seus famosos girassóis.

Mocidade Alegre (0h40)
Dona de 12 títulos, a escola presta homenagem à atriz Léa Garcia no enredo Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra. A apresentação destaca a trajetória da artista e sua atuação na luta pela igualdade racial no teatro e no cinema.

Gaviões da Fiel (1h45)
A tradicional escola ligada ao Sport Club Corinthians Paulista leva para a avenida o enredo Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã, exaltando os povos indígenas, suas tradições e o protagonismo histórico e cultural.

Estrela do Terceiro Milênio (2h50)
Representando o Grajaú, a escola homenageia o compositor Paulo César Pinheiro no enredo Hoje a Poesia Vem ao Nosso Encontro, celebrando sua trajetória na música popular brasileira.

Tom Maior (3h55)
A agremiação da Barra Funda apresenta o enredo em memória de Chico Xavier, destacando sua importância para o espiritismo no Brasil em Chico Xavier. Nas Entrelinhas da Alma, as Raízes do Céu em Uberaba.

Camisa Verde e Branco (5h)
Encerrando os desfiles, a nove vezes campeã leva à avenida o enredo Abrindo Caminhos, exaltando o orixá Exu, figura central nas religiões de matriz africana, ressaltando seu papel como entidade protetora e guardiã dos caminhos.

Com enredos que transitam entre fé, memória, cultura e resistência, o carnaval paulistano reafirma sua força como espaço de expressão artística, diversidade e valorização das raízes brasileiras.