BRB compra ativos Banco Master e movimenta bilhões
A operação em que o BRB compra ativos Banco Master revelou movimentações bilionárias e levantou questionamentos sobre a qualidade das carteiras adquiridas. Segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, o Banco de Brasília adquiriu R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master desde julho de 2024.
Além disso, outros R$ 10,8 bilhões foram negociados por meio de substituições de carteiras, elevando ainda mais o volume total envolvido nas operações.
Negociações continuaram mesmo após alertas
Um dos pontos que mais chamam atenção no caso em que o BRB compra ativos Banco Master é que as aquisições continuaram mesmo após a identificação de irregularidades.
A partir de março de 2025, quando o banco detectou que parte das carteiras adquiridas poderia ser fraudulenta, novas compras foram realizadas, somando mais R$ 20,7 bilhões.
Outro alerta ocorreu quando o Banco Central negou a compra do Banco Master pelo BRB, em setembro de 2025. Ainda assim, o banco realizou novos repasses financeiros.
Ativos de baixa qualidade e riscos financeiros
As investigações indicam que parte significativa dos ativos adquiridos pelo BRB apresenta baixa qualidade, o que aumenta o risco financeiro das operações.
O caso em que o BRB compra ativos Banco Master envolve carteiras consideradas problemáticas, incluindo créditos classificados como “podres”, que foram substituídos por novos ativos — também com indícios de baixa qualidade.
Tipos de ativos adquiridos
As operações em que o BRB compra ativos Banco Master envolveram diferentes tipos de produtos financeiros, entre eles:
- Crédito de varejo (principalmente consignados da Credcesta)
- Crédito atacado (Cédulas de Crédito Bancário – CCB)
- Operações com CDI, CRI e fundos de investimento
Ao todo, foram realizadas:
- 120 aquisições de crédito de varejo
- 44 operações envolvendo títulos e fundos
Essas transações somaram cerca de R$ 8,1 bilhões apenas em ativos financeiros como CDI e CRI.
Substituição de carteiras e novas aquisições
Parte relevante das negociações ocorreu por meio de substituições de ativos. Nesse modelo, o BRB devolvia carteiras consideradas problemáticas e recebia novos ativos em troca.
Essas operações aconteceram principalmente entre maio e agosto de 2025, período em que já havia sinais de que o Banco Central não aprovaria a aquisição do Banco Master.
Mesmo assim, o movimento em que o BRB compra ativos Banco Master continuou até outubro de 2025.
Diferença entre valor pago e avaliação atual
Outro ponto que chama atenção é a diferença entre o valor pago pelos ativos e sua avaliação atual.
Segundo informações do próprio banco, a carteira adquirida — que custou R$ 30,4 bilhões — estava avaliada em cerca de R$ 21,9 bilhões posteriormente.
Essa diferença reforça as preocupações sobre a qualidade dos ativos envolvidos na operação em que o BRB compra ativos Banco Master.
Impactos e questionamentos sobre a operação
O caso levanta questionamentos sobre governança, gestão de riscos e transparência no sistema financeiro.
A continuidade das compras mesmo após alertas internos e externos pode gerar investigações mais aprofundadas sobre as decisões tomadas.
O episódio em que o BRB compra ativos Banco Master também chama atenção para a importância da fiscalização por órgãos como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Possíveis desdobramentos
Com a divulgação das informações, o caso pode ter desdobramentos tanto no campo regulatório quanto no mercado financeiro.
Especialistas apontam que operações dessa magnitude exigem rigor na análise de risco e maior transparência.
O episódio envolvendo o BRB compra ativos Banco Master pode impactar a confiança no setor bancário e gerar mudanças em práticas de aquisição de ativos.
Fonte: Metropoles