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Boa Vista - RR, 7 de abril de 2026 as 16:49

BRB comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master, aponta levantamento

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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BRB compra ativos Banco Master e movimenta bilhões

A operação em que o BRB compra ativos Banco Master revelou movimentações bilionárias e levantou questionamentos sobre a qualidade das carteiras adquiridas. Segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, o Banco de Brasília adquiriu R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master desde julho de 2024.

Além disso, outros R$ 10,8 bilhões foram negociados por meio de substituições de carteiras, elevando ainda mais o volume total envolvido nas operações.

Negociações continuaram mesmo após alertas

Um dos pontos que mais chamam atenção no caso em que o BRB compra ativos Banco Master é que as aquisições continuaram mesmo após a identificação de irregularidades.

A partir de março de 2025, quando o banco detectou que parte das carteiras adquiridas poderia ser fraudulenta, novas compras foram realizadas, somando mais R$ 20,7 bilhões.

Outro alerta ocorreu quando o Banco Central negou a compra do Banco Master pelo BRB, em setembro de 2025. Ainda assim, o banco realizou novos repasses financeiros.

Ativos de baixa qualidade e riscos financeiros

As investigações indicam que parte significativa dos ativos adquiridos pelo BRB apresenta baixa qualidade, o que aumenta o risco financeiro das operações.

O caso em que o BRB compra ativos Banco Master envolve carteiras consideradas problemáticas, incluindo créditos classificados como “podres”, que foram substituídos por novos ativos — também com indícios de baixa qualidade.

Tipos de ativos adquiridos

As operações em que o BRB compra ativos Banco Master envolveram diferentes tipos de produtos financeiros, entre eles:

  • Crédito de varejo (principalmente consignados da Credcesta)
  • Crédito atacado (Cédulas de Crédito Bancário – CCB)
  • Operações com CDI, CRI e fundos de investimento

Ao todo, foram realizadas:

  • 120 aquisições de crédito de varejo
  • 44 operações envolvendo títulos e fundos

Essas transações somaram cerca de R$ 8,1 bilhões apenas em ativos financeiros como CDI e CRI.

Substituição de carteiras e novas aquisições

Parte relevante das negociações ocorreu por meio de substituições de ativos. Nesse modelo, o BRB devolvia carteiras consideradas problemáticas e recebia novos ativos em troca.

Essas operações aconteceram principalmente entre maio e agosto de 2025, período em que já havia sinais de que o Banco Central não aprovaria a aquisição do Banco Master.

Mesmo assim, o movimento em que o BRB compra ativos Banco Master continuou até outubro de 2025.

Diferença entre valor pago e avaliação atual

Outro ponto que chama atenção é a diferença entre o valor pago pelos ativos e sua avaliação atual.

Segundo informações do próprio banco, a carteira adquirida — que custou R$ 30,4 bilhões — estava avaliada em cerca de R$ 21,9 bilhões posteriormente.

Essa diferença reforça as preocupações sobre a qualidade dos ativos envolvidos na operação em que o BRB compra ativos Banco Master.

Impactos e questionamentos sobre a operação

O caso levanta questionamentos sobre governança, gestão de riscos e transparência no sistema financeiro.

A continuidade das compras mesmo após alertas internos e externos pode gerar investigações mais aprofundadas sobre as decisões tomadas.

O episódio em que o BRB compra ativos Banco Master também chama atenção para a importância da fiscalização por órgãos como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Possíveis desdobramentos

Com a divulgação das informações, o caso pode ter desdobramentos tanto no campo regulatório quanto no mercado financeiro.

Especialistas apontam que operações dessa magnitude exigem rigor na análise de risco e maior transparência.

O episódio envolvendo o BRB compra ativos Banco Master pode impactar a confiança no setor bancário e gerar mudanças em práticas de aquisição de ativos.

Fonte: Metropoles