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Boa Vista - RR, 9 de maio de 2026 as 13:36

Brasil estreia no esqui cross-country em Milão-Cortina 2026

Foto: Joe Klamar/AFP)

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Delegação brasileira inicia disputa olímpica na próxima terça-feira (10), com atletas no Sprint Clássico masculino e feminino

A participação brasileira no programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 já tem data marcada. Na próxima terça-feira, 10 de fevereiro, a delegação nacional do esqui cross-country fará sua estreia oficial nas pistas italianas, representada pelos atletas Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura.

As provas começam logo pela manhã, com as classificatórias do Sprint Clássico masculino e feminino. Caso avancem, os brasileiros seguem no mesmo dia para as quartas de final, semifinais e finais, em um formato dinâmico que exige alto rendimento físico e técnico em curto intervalo de tempo.

O esqui cross-country é uma das modalidades mais exigentes do programa olímpico de inverno. Originário da Noruega e integrante do chamado esqui nórdico, o esporte combina resistência, velocidade e técnica apurada. Os atletas utilizam esquis e bastões para percorrer trajetos sobre a neve, em provas que variam de 1,5 km a 50 km nos Jogos Olímpicos.

Inicialmente utilizado como meio de transporte em regiões nórdicas, o cross-country consolidou-se como modalidade esportiva no final do século XIX. Atualmente, é dividido em três estilos principais: clássico, livre e skiatlo. No estilo clássico, os competidores deslizam em sulcos paralelos, com movimentos semelhantes à caminhada ou corrida. Já a técnica livre, também conhecida como skate, é mais veloz e exige equipamentos específicos, com esquis mais curtos e rígidos, além de bastões mais longos.

O skiatlo combina as duas técnicas em uma única prova. Em Milão-Cortina 2026, a modalidade terá uma novidade histórica: homens e mulheres disputarão pela primeira vez a mesma distância, 20 km, divididos em duas etapas de 10 km — a primeira no estilo clássico e a segunda no livre, com troca obrigatória de equipamentos no meio do percurso.

Entre os representantes brasileiros, a presença de Bruna Moura carrega forte simbolismo. Em 2022, a atleta teve sua estreia olímpica interrompida após um grave acidente de carro ocorrido na Itália, quando se dirigia ao aeroporto para embarcar rumo aos Jogos de Pequim. Bruna sofreu múltiplas fraturas, passou por longa internação e enfrentou um processo intenso de recuperação física e emocional.

Quatro anos depois, a atleta retorna ao mesmo país onde sua trajetória foi colocada à prova, agora para viver, enfim, o sonho olímpico. Sua participação representa não apenas competitividade esportiva, mas também superação, resiliência e determinação no esporte de alto rendimento.

Referência: Lance!