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Boa Vista - RR, 24 de junho de 2026 as 07:29

Brasil atualiza lista de fauna ameaçada com 180 novas espécies

© Paulo Pinto/

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Brasil atualiza lista de fauna ameaçada com 180 novas espécies incluídas

O Brasil atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, documento que orienta ações de conservação da biodiversidade e serve de referência para políticas públicas ambientais em todo o país. A nova relação foi divulgada após avaliações realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Ao todo, 180 espécies ou subespécies passaram a integrar a lista de animais ameaçados de extinção. Entre elas estão a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), agora classificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus).

Por outro lado, 150 espécies foram retiradas da lista após reavaliações sobre o estado de conservação.

A atualização reúne 790 espécies ou subespécies classificadas em diferentes níveis de ameaça e também uma lista específica de espécies oficialmente extintas no país, composta por nove animais.

Categorias de ameaça

As espécies avaliadas foram classificadas em cinco categorias:

  • Vulnerável (VU);
  • Em Perigo (EN);
  • Criticamente em Perigo (CR);
  • Criticamente em Perigo e Possivelmente Extinta (CR-PE);
  • Extinta na Natureza (EW).

A maior parte dos animais ameaçados pertence ao grupo dos invertebrados terrestres, com 264 espécies ou subespécies. Em seguida aparecem as aves, com 242 registros, os répteis, com 123, os mamíferos, com 102, e os anfíbios, com 59 espécies.

Espécies já consideradas extintas

A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Extintas reúne nove espécies. Desse total, seis são aves, duas são anfíbios e uma é um mamífero.

Entre elas está o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), espécie que habitava o arquipélago de Fernando de Noronha e que já não existe na natureza.

Os peixes e invertebrados aquáticos não fazem parte desta relação e são avaliados em uma lista específica, atualizada em abril deste ano.

Ferramenta para conservação

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a lista é um dos principais instrumentos para orientar a proteção da biodiversidade brasileira.

“A lista reconhece, perante a nossa sociedade e o mundo, a situação das espécies brasileiras e também abre caminho para a construção de planos de recuperação e de conservação”, destacou.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, ressaltou que o trabalho de monitoramento realizado pelo Brasil é referência internacional.

“Poucos países no mundo têm a capacidade de avaliar sua biodiversidade na escala que o Brasil faz hoje”, afirmou.

Biodiversidade sob pressão

A atualização da lista reforça os desafios enfrentados pela fauna brasileira diante de ameaças como desmatamento, queimadas, perda de habitat, caça ilegal, expansão urbana e mudanças climáticas.

Especialistas apontam que o monitoramento contínuo das espécies é fundamental para orientar ações de preservação e recuperação dos ecossistemas, contribuindo para evitar novas extinções e garantir a manutenção da rica biodiversidade brasileira.

A nova lista substitui a versão publicada em 2022 e foi elaborada com a participação de pesquisadores, universidades, organizações da sociedade civil e especialistas em conservação da natureza.

Para consultar a lista completa acesse aqui

Fonte: Agência Brasil