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Boa Vista - RR, 23 de março de 2026 as 22:21

Atletismo e judô marcam ano histórico do paralímpico

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Brasil lidera Mundiais, quebra hegemonias e inicia ciclo rumo a Los Angeles 2028 com conquistas expressivas e desafios nos bastidores

A temporada 2025 do esporte paralímpico brasileiro entrou para a história como um marco de excelência esportiva e consolidação internacional. Primeiro ano do ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, o período foi dominado por resultados expressivos, especialmente no atletismo e no judô, modalidades nas quais o Brasil liderou o quadro de medalhas em Campeonatos Mundiais. Ao mesmo tempo, o ano também foi marcado por tensões institucionais envolvendo o tênis de mesa paralímpico.

O atletismo teve um desempenho memorável no Mundial disputado em Nova Déli, na Índia, quando o Brasil terminou na liderança geral, com 15 medalhas de ouro, 20 de prata e nove de bronze, superando a tradicional potência chinesa. Foi apenas a segunda vez na história da competição que a China não ficou no topo. O grande nome brasileiro foi Jerusa Geber, tetracampeã mundial dos 100 metros rasos da classe T11, alcançando o recorde de 13 medalhas em Mundiais.

No judô paralímpico, o país também fez história no Mundial de Astana, no Cazaquistão, ao conquistar 13 medalhas, sendo cinco de ouro, liderando o quadro geral de forma inédita. Destaques para Alana Maldonado, tricampeã na categoria até 70 kg da classe J2, e Wilians Araújo, bicampeão na categoria acima de 95 kg da classe J1. O torneio ainda registrou uma final 100% brasileira e títulos inéditos que reforçam a renovação da modalidade.

Outras modalidades também brilharam ao longo da temporada. Na canoagem, Fernando Rufino foi ouro no Mundial de Milão, enquanto o ciclismo garantiu medalhas tanto na estrada quanto na pista, com recorde mundial de Sabrina Custódia. A natação, em Singapura, terminou com 13 ouros, impulsionada por Gabriel Araújo e Carol Santiago, que conquistaram três títulos cada.

No tênis em cadeira de rodas, jovens atletas brasileiros se destacaram em Copas do Mundo e Grand Slams, evidenciando uma nova geração promissora. Já no halterofilismo, a seleção feminina foi campeã mundial por equipes, reafirmando a força do Brasil no cenário internacional.

Apesar dos avanços esportivos, o ano também expôs conflitos nos bastidores. Atletas do tênis de mesa paralímpico contestaram exigências da confederação relacionadas ao uso do Bolsa Atleta, levando o tema ao Ministério do Esporte. A medida foi revogada, mas o episódio revelou desafios de governança que ainda precisam ser superados.

Com resultados históricos e novos talentos despontando, o Brasil encerra 2025 fortalecido e confiante para o ciclo paralímpico que se estende até 2028.

Redação

Referência: Agencia Brasil