Plantando informação de qualidade.

Boa Vista - RR, 4 de novembro de 2026 as 18:55

Dólar cai 0,97% e fecha a R$ 5,35 após disparada histórica

Compartilhe:

Moeda americana recuou nesta terça-feira (27), um dia depois de subir 8,21%; analistas apontam ajustes de posições, entrada de recursos de exportadores e incertezas fiscais.

O dólar comercial fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,3506, após registrar uma alta de 8,21% na sessão anterior. O movimento foi interpretado por analistas como uma correção parcial da forte valorização ocorrida após o resultado das eleições presidenciais.

Na segunda-feira (26), a moeda norte-americana encerrou o pregão a R$ 5,403, na maior alta percentual diária desde janeiro de 1999. A turbulência também atingiu a Bolsa brasileira, que registrou forte queda. <Cite refs={[“turn885434search1″,”turn885434search3”]}/>

Segundo operadores ouvidos pela Agência Estado, parte da valorização do dólar na segunda-feira esteve relacionada ao ajuste de posições de investidores que apostavam em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essas estratégias precisaram ser revistas.

Dólar recua após alta de 8,21%

Durante o pregão de terça-feira, o dólar chegou a R$ 5,3078, sua menor cotação do dia, antes de encerrar a sessão a R$ 5,3506.

Para Bruno Perottoni, diretor de tesouraria do Braza Bank, o mercado já havia incorporado parte do resultado eleitoral aos preços dos ativos na sessão anterior. O executivo também destacou a entrada de recursos de exportadores no mercado brasileiro.

Na avaliação de Perottoni, os investidores buscam uma acomodação após a forte oscilação, enquanto aguardam sinais sobre a condução da política fiscal no novo mandato presidencial.

Apesar da queda diária, o dólar acumulava alta de 3,39% em outubro, segundo os dados citados na reportagem da Agência Estado. No acumulado de 2026, porém, a moeda ainda apresentava desvalorização de 2,52% frente ao real. <Cite refs={[“turn885434search3”]}/>

Política fiscal segue no radar dos investidores

Mesmo com o recuo da moeda, a política fiscal brasileira permanece entre as principais preocupações do mercado financeiro. Investidores acompanham as medidas que o governo pretende adotar para equilibrar as contas públicas e cumprir as metas de resultado primário.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo trabalha em uma proposta de projeto de lei complementar para estabelecer juridicamente o compromisso de buscar o centro da meta fiscal.

A capacidade de articulação do Executivo no Congresso também está entre os fatores observados pelos analistas. Com um Parlamento de perfil mais conservador, a aprovação de medidas econômicas dependerá de negociações com diferentes partidos.

Para o mercado, a definição das prioridades fiscais e a apresentação de medidas consideradas consistentes serão importantes para avaliar a trajetória dos ativos brasileiros nos próximos meses.

Mercado acompanha juros nos Estados Unidos

No cenário internacional, o dólar também foi influenciado pelo comportamento da moeda americana diante de outras divisas. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, operava em alta durante a tarde de terça-feira.

Outro ponto de atenção era a reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, cuja decisão sobre os juros estava prevista para quarta-feira (28). A política monetária norte-americana influencia os fluxos internacionais de capital e pode afetar moedas de países emergentes, como o real.

Correção cambial não elimina as incertezas

A queda do dólar na terça-feira representou um recuo parcial depois da forte alta registrada na sessão anterior. Analistas ouvidos pela Agência Estado consideravam possível a continuidade do movimento de correção no curto prazo, mas ressaltavam que a trajetória da moeda dependeria de fatores internos e externos.

Entre os principais pontos de atenção estão a condução da política fiscal brasileira, as decisões do Federal Reserve e a forma como investidores ajustam suas posições após o resultado eleitoral.

Assim, embora o dólar tenha recuado para R$ 5,3506 no fechamento de terça-feira, o mercado continuava atento aos próximos sinais econômicos e políticos capazes de influenciar a cotação.

Fonte: Jovem Pan