Plantando informação de qualidade.

Boa Vista - RR, 13 de outubro de 2026 as 21:32

Prefeitura inicia mapeamento para instalar ovitrampas em Boa Vista

Compartilhe:

Armadilhas serão instaladas em 14 bairros com maior número de casos prováveis de dengue, zika e chikungunya

A Prefeitura de Boa Vista iniciou nesta segunda-feira (10) o mapeamento de imóveis que poderão receber ovitrampas em Boa Vista. Os equipamentos são utilizados para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Durante esta semana, equipes de Agentes de Combate às Endemias (ACE) estarão em 14 bairros da capital. O objetivo é identificar as residências que poderão receber as armadilhas e orientar os moradores sobre a importância da estratégia de vigilância.

A instalação das ovitrampas está prevista para começar na próxima segunda-feira (17).

Ovitrampas em Boa Vista reforçam monitoramento do mosquito

As ovitrampas são armadilhas utilizadas para atrair fêmeas do Aedes aegypti e monitorar a deposição de ovos. Dessa maneira, os agentes conseguem identificar regiões com maior presença do mosquito.

A estratégia permite que a Prefeitura tenha informações mais precisas sobre a circulação do vetor. Com os dados coletados, as equipes podem intensificar as ações de prevenção e controle nas áreas que apresentarem maior atividade do mosquito.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiente, Pedro Siqueira, o acompanhamento será realizado pelas equipes responsáveis pelo trabalho.

“As equipes farão todo o acompanhamento. Cerca de cinco a sete dias depois da instalação, serão recolhidas as palhetas que ficam dentro das armadilhas para análise”, explicou.

Ainda segundo o superintendente, o monitoramento deverá ampliar o conhecimento sobre a circulação do Aedes aegypti em diferentes regiões da capital.

14 bairros receberão a estratégia

A primeira etapa de implantação das ovitrampas em Boa Vista será realizada nos bairros que apresentam maior número de casos prováveis de arboviroses.

Os locais selecionados são:

  • Alvorada;
  • Caranã;
  • Cauamé;
  • Cidade Satélite;
  • Dr. Silvio Botelho;
  • Dr. Silvio Leite;
  • Jardim Equatorial;
  • Jóquei Clube;
  • Nova Cidade;
  • Pintolândia;
  • Raiar do Sol;
  • Santa Tereza;
  • Senador Hélio Campos;
  • São Bento.

A escolha dessas regiões está relacionada ao monitoramento dos casos prováveis de arboviroses. Portanto, a instalação dos equipamentos busca ampliar a capacidade de identificação das áreas com circulação do mosquito.

Moradores precisam autorizar instalação

A instalação da ovitrampa depende da autorização do morador ou responsável pelo imóvel. Por isso, durante as visitas desta semana, os agentes estão explicando como funciona a estratégia e coletando as assinaturas das pessoas que concordarem em receber o equipamento.

Além disso, os moradores serão informados sobre a data prevista para a instalação e receberão orientações sobre os cuidados necessários durante o período de monitoramento.

Segundo Pedro Siqueira, quem receber uma ovitrampa deve evitar retirar ou mudar o equipamento de lugar.

“Quem tiver uma ovitrampa instalada em casa deve evitar retirar ou mudar o equipamento de lugar e, principalmente, deve permitir a entrada dos agentes no local”, orientou.

O superintendente também destacou que as equipes estarão devidamente identificadas durante as visitas. A medida busca garantir maior segurança tanto para os profissionais quanto para os moradores.

Cuidados contra o Aedes aegypti continuam

Apesar do monitoramento realizado por meio das ovitrampas, os cuidados dentro das residências continuam sendo fundamentais para combater o Aedes aegypti.

Por isso, a população deve manter quintais e áreas externas limpos. Além disso, é importante eliminar recipientes que possam acumular água e se transformar em possíveis criadouros do mosquito.

Entre as medidas recomendadas estão verificar vasos de plantas, caixas-d’água, pneus, garrafas, baldes e outros recipientes expostos. A água acumulada deve ser eliminada sempre que possível.

A participação dos moradores, portanto, é importante tanto para o funcionamento das ovitrampas quanto para a prevenção das arboviroses.

Com o monitoramento realizado pelas equipes e a colaboração da população, a Prefeitura busca ampliar a vigilância sobre o Aedes aegypti e direcionar as ações de controle para as regiões que apresentam maior risco de transmissão.

SEMUC/PMBV