Plantando informação de qualidade.

Boa Vista - RR, 7 de agosto de 2026 as 02:01

Conab: tomate, melancia e laranja registram queda nos preços

Compartilhe:

Tomate registra queda de 15,85% nos preços nas Ceasas; frutas também ficam mais baratas

Boletim da Conab aponta aumento da oferta do tomate durante a safra de inverno e redução nos preços de melancia, laranja e maçã nas principais Centrais de Abastecimento do país

Os consumidores brasileiros encontraram preços mais baixos para o tomate nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) durante o mês de junho. Segundo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a queda no preço do tomate alcançou 15,85% na média ponderada das comercializações no atacado, reduzindo o valor médio do produto para R$ 5,59 por quilo.

Os dados fazem parte do 7º Boletim Hortigranjeiro, elaborado pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). Além do tomate, outras frutas importantes para o consumo das famílias brasileiras, como melancia, laranja e maçã, também apresentaram redução nas cotações em grande parte das Ceasas pesquisadas.

Maior oferta impulsionou queda no preço do tomate

De acordo com a Conab, a principal razão para a queda no preço do tomate foi o aumento da oferta provocado pela intensificação da safra de inverno. Embora as temperaturas mais baixas tenham reduzido a velocidade de maturação dos frutos, o volume disponível para comercialização cresceu significativamente.

O maior recuo foi registrado na Ceasa de Recife (PE), onde os preços apresentaram redução de 61,32% na média ponderada do período.

Segundo o boletim, o aumento da disponibilidade do produto contribuiu diretamente para equilibrar o abastecimento e reduzir as cotações em praticamente todo o país.

Batata apresenta estabilidade após meses de alta

Entre as hortaliças monitoradas pela Conab, a batata iniciou um movimento de estabilização após sucessivos aumentos registrados desde fevereiro.

Mesmo encerrando junho com leve alta de 1,81% na média nacional, seis das onze Ceasas analisadas registraram redução nos preços, com destaque para:

  • Goiânia (GO): -12,53%;
  • Curitiba (PR): -11,61%;
  • Rio Branco (AC): -8%;
  • Recife (PE): -6,29%;
  • São Paulo (SP): -4,43%;
  • Belo Horizonte (MG): -2,42%.

O comportamento é explicado pelo avanço da colheita nas principais regiões produtoras do país.

Cenoura, cebola e alface tiveram comportamentos diferentes

Enquanto a cenoura apresentou praticamente estabilidade, com crescimento médio de apenas 0,83%, algumas regiões registraram fortes oscilações.

As maiores quedas ocorreram em:

  • Rio Branco (AC): -17,62%;
  • Vitória (ES): -12,79%.

Por outro lado, Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) registraram aumentos expressivos.

Já a cebola manteve a tendência de valorização observada desde março e fechou junho com alta média de 8,46%. O avanço ocorre em função da substituição gradual da produção da Região Sul pelas safras de Minas Gerais e São Paulo.

A alface também voltou a subir de preço após dois meses consecutivos de queda. A alta média foi de 11,99%, influenciada principalmente pela redução da oferta durante o inverno.

Melancia lidera queda entre as frutas

Entre as frutas pesquisadas, a melancia apresentou a maior redução de preços.

A média nacional caiu 24,02%, reflexo da diminuição do consumo durante o inverno, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a fruta ficou até 32% mais barata em relação ao mês anterior.

Laranja e maçã também registram redução

A pesquisa aponta ainda que a laranja apresentou queda média de 13,20% nas Ceasas brasileiras.

Segundo a Conab, o comportamento do mercado está relacionado à regularização dos estoques de suco e à menor demanda internacional.

Já a maçã acumulou redução média de 2,81%, impulsionada pelo aumento da oferta da variedade Fuji produzida principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Banana foi a única fruta com aumento nos preços

Na contramão das demais frutas pesquisadas, a banana registrou aumento médio de 2,10%.

A elevação ocorreu devido à diminuição da oferta provocada pelas temperaturas mais baixas nas regiões produtoras, principalmente em Minas Gerais, onde houve redução de aproximadamente 11% na disponibilidade do produto.

Exportações brasileiras seguem em crescimento

Além do comportamento do mercado interno, o boletim destaca o bom desempenho das exportações brasileiras de frutas.

No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 632,85 mil toneladas, crescimento de 13% em comparação com o mesmo período de 2025.

O faturamento alcançou US$ 775 milhões, representando alta de 19,2%.

Os principais destaques foram:

  • Manga: crescimento de 38%;
  • Abacate: aumento de 93%;
  • Maçã: expansão de 225%.

Segundo a Conab, os números demonstram a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional, ao mesmo tempo em que o abastecimento interno permanece equilibrado para diversos produtos hortigranjeiros.

Fonte: gov.br/conab